Mostrando postagens com marcador mestrado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mestrado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Free as a bird

É engraçado como acontece esse processo de uma nova tatuagem. De repente surge aquela "coceirinha". Pronto: vou fazer outra tatuagem! Desta vez, começou com uma vaga noção: alguma coisa sobre liberdade. Finalmente, eu sabia que não seria uma palavra. É, chegou a hora do meu primeiro desenho. E, é claro, eu queria algo grande e ousado. Mas delicado. Preto e cinza. Nas costas. Atravessando, de um lado a outro. Liberdade... asas? Não, muito clichê!

Pensa, pensa, pensa....

E, um belo dia: é isso! Andorinhas! Várias! Só a silhueta, preta. Saindo de uma gaiola!

Assim, como se fosse uma certeza de toda uma vida, a ideia ganha forma, tão clara como se sempre estivesse ali!

Essa coisa toda do tema "liberdade" veio durante o processo de elaboração da minha dissertação. Por dois pontos de vista. O primeiro, mais óbvio, é a iminente liberdade adquirida terminando o mestrado. Nada mais de aulas à noite. Nada mais de finais de semana estudando, nem mais a angústia de não saber se darei conta, nem de achar que vou me decepcionar e decepcionar os outros. Enfim, um compromisso a menos.
O outro, menos visível e mais inesperado, é a liberdade que o conhecimento proporciona. Eu tive tantos momentos de epifania e iluminação ao longo de todo esse processo, que eu sinto que todo um novo mundo se abriu pra mim. Além disso, tem o viés da superação pessoal. O assunto que eu escolhi era uma grande barreira pra mim. E agora, sinto que, se eu consegui superar isso, aprender habilidades completamente novas e mudar minha área de atuação profissional, nada me segura! Hoje me sinto muito mais confiante e capaz.

Mas não é só isso. Isso é só um pedaço. Hoje me sinto plena como profissional, mas também como pessoa. E isso tudo é liberdade. Foi isso que eu marquei na pele. O meu renascimento. Minha volta por cima.

Eu saí da gaiola. E agora quero voar!


"Gente que mantém
pássaros na gaiola
tem bom coração.
Os pássaros estão a salvo
de qualquer salvação."

Paulo Leminski




Esta lindíssima foto é claro que foi feita pelo meu fotógrafo preferido Régis Arima Junior.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Meant to be!

É muita coisa em pouco tempo....

Pois é, depois de um longo silêncio, hoje me permito escrever. E por que "permito"? Porque já tem um tempo que eu não consigo admitir gastar meu escasso tempo e minha ainda mais escassa energia com nada que não seja: trabalho, mestrado e finais de semana de ponte aérea. Tá difícil parar. Fim de ano já costuma ser uma correria danada. E este não está diferente. Está bem mais intenso, aliás. Mas hoje uma conversa já no fim do dia me deixou muito feliz, e me inspirou.

O que me traz aqui hoje, pra escrever nesse blog que já é um antigo companheiro, é a coisa mais clichê que existe nesse mundo, em dezembro: retrospectiva. Pois que atire a primeira pedra quem não chega nessa época fazendo um balanço de todos os acontecimentos do último ano. Então essa é a minha (e o blog é meu, eu escrevo o que quiser nele). Sou previsível? Foda-se!

tempo de olhar pra trás...








E eu começo dizendo, que, olha, há um ano eu tava na merda. Merda em negrito e sublinhado. Porque não era pouca merda. A minha vida foi desmoronando de tal maneira na segunda metade de 2011 que não teve um setor que não foi afetado. Eu havia me afastado da minha família, dos meus amigos mais próximos, de todo mundo que importava. Estava extremamente infeliz e insatisfeita no trabalho, tinha acabado de perder uma promoção e não enxergava perspectivas de crescimento ou de mudança. Estava chutando o balde. Tomei um pé na bunda (que, apesar de ter sido de uma maneira muito elegante, educada e cheia de consideração, não deixou de ser um pé na bunda) e estava me sentindo sozinha como nunca antes. E eu só comecei a perceber toda a magnitude da minha situação quando um problema de saúde na família (que hoje já está resolvido) me deu um chacoalhão tão, mas tão grande, que eu caí em mim de uma vez só. E o tombo foi feio. Foi doloroso. Acordei e estava vivendo no meio de um pesadelo. Mas, como de costume, não deixei a peteca cair. O que me movia era a única coisa de bom que tinha restado naquela confusão toda: meu mestrado. Eu tinha uma gana infinita de estudar, aprender, tirar boas notas. E isto me sustentou durante aquele último mês de 2011, até que eu pude ir pro RS, chorar no colo da minha família. E eu chorei muito na virada do ano. Acho que foi o reveillon mais triste que já passei. Tinha um vazio enorme dentro de mim, e eu não sabia nem por onde começar a preenche-lo.

Veio 2012. Poucas expectativas. E aí que é bom: quando você não espera nada da vida, é que ela mais te surpreende, porque qualquer coisa que acontece já é muito. Mas vocês acham que já vamos pro final feliz? Nã, nã, nã. Pastei muito em 2012 antes de chegar neste 5 de dezembro. Eu achei que a vida estava me recompensando quando tive um convite no trabalho. A mudança de área era tudo o que eu queria. E eu agarrei aquela oportunidade com toda minha força. Foi a minha tábua de salvação.

Só que eu tive que abrir mão de muita coisa em 2012. Tive que romper muitas coisas em 2012. Primeiro foi o fim de uma relação de dez anos. Sem brigas, sem ressentimentos, nem arrependimentos. Mas nem por isso foi fácil. Depois foi o fim trágico e abrupto de uma relação de pouco mais de 4 meses (mas que hoje não vou aprofundar isso aqui, porque a morte da minha cã ainda não é uma coisa tranquila pra mim e hoje não é dia de tristeza). Na semana seguinte roubaram minha bolsa, depois caí de cama com suspeita de pneumonia. Perdi um tio muito querido, que era meu ídolo da infância. Tive que lidar com muita burocracia sozinha. Gastei muito dinheiro pra consertar tudo que tinha que ser consertado. Era porrada de todo lado. Dessas coisas que, quando acontecem, não conseguimos entender. Por quê? Só o que eu conseguia pensar era "por quê? por que eu? por que comigo?". Tem algumas coisas que realmente não são feitas para serem entendidas, e, muitas vezes (mais até do que gostaríamos), o tempo do universo não é o nosso tempo. "Quero hoje, quero agora, quero que tudo se resolva". Mas não é assim que funciona. Hoje eu lembro daqueles dias horríveis em que eu chegava no trabalho mas não conseguia ir pra minha sala. Ligava pros meus pais chorando e pedia ajuda. Achava que não ia dar conta. Penso no dia do meu aniversário, quando caiu uma tempestade. Era tempestade lá fora e aqui dentro. Eu achei que não ia mais ter sol pra mim por muito tempo. Foi difícil não deixar a peteca cair. Foi bem difícil.

Mas apesar da solidão que eu senti muitas noites em casa, fui descobrindo que não estava sozinha de verdade. Eu pedi perdão às pessoas que tinha magoado e, pra minha sorte, elas me aceitaram de volta. Não posso negar que muitos braços se estenderam quando eu estava caída.

Devagarinho fui retomando o gosto pelo mundo. Me abri pra vida e, de uns tempos pra cá, tenho recebido o quinhão de coisas boas que o universo estava me devendo.

Tenho vivido momentos excelentes no trabalho. Adoro o que eu faço, estou aprendendo numa velocidade que não julgava possível, estou aplicando o que aprendi no mestrado. E quando você faz seu trabalho com afinco, quando você acredita naquilo que faz, o reconhecimento vem. Também fiz as pazes com minha dissertação (que eu cheguei a cogitar em largar), e agora estou conseguindo ter disciplina pra trabalhar nela.

Devo estar esquecendo de alguma coisa, porque se tem algo que não faltou pra mim em 2012 foi emoção! Minha vida passou por uma dureza tão grande que ganhei do pessoal do trabalho um patuá pra espantar as energias ruins. Por fim, acho que funcionou. No final de 2011, o sentimento que me inundava era a solidão. Agora, depois de tudo o que eu passei este ano, o que eu sinto é uma imensa gratidão. Agora já posso olhar pra trás e dizer que entendo um pouco do que me aconteceu.

E, apesar de correr o risco de ser injusta com alguém, e de saber que muitas das pessoas não lerão este texto, quero agradecer nominalmente algumas pessoas que fizeram o meu ano: Claudete, Faustino, Rosana, Claudio, Matiko, Mariana, Livia, Cristina, Joanna, Fernanda, Kely, Márcia, Julia, Frias, André, Rafael, Bianca, Marco Antônio, Dany, Samantha.

Obrigada!

Pra acabar, eu acho que nenhuma frase resume melhor 2012 do que "meant to be!" (ou, se preferirem: "era pra ser!").


"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente"

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dia de fúria


Hoje não.

Eu tenho plena consciência de que hoje eu posso estar sofrendo agudamente da ação dos meus hormônios sobre meu humor e minha percepção (vejam, poderia ser pior: eu poderia estar grávida), mas hoje, sim, justamente hoje, decretei que não dá mais.

Se isso me alivia? Não, não me alivia, porque os problemas todos continuarão lá, amanhã – ou hoje ainda, não me deixando dormir ou perturbando meu sono – esperando para serem resolvidos. Acontece que agora eu e meus hormônios destemperados atingimos um limiar. O limiar do “não aguento mais”, do “fundo do poço”, do “saco cheio”.

Sim, problemas existem, todo mundo enfrenta e dizem que não existe felicidade, apenas momentos felizes, e bla bla bla, mas eu acho que deveria haver algum tipo de limite praquilo que a pessoa pode aturar em um mês, ou em uma semana. Uma espécie de cota de perrengue (não tá na moda cota pra tudo? Acho que vou criar minha própria marcha em prol dessas cotas. All in). Várias pessoas me disseram que ninguém recebe um fardo maior do que consegue carregar. Sabe o que eu tenho a dizer a essas pessoas?

BULLSHIT!

Desde quando existe comunismo que funcione? Vai funcionar na divisão de problemas que eu sou capaz de resolver ao mesmo tempo? E quem é capaz de saber se eu tenho musculatura pra absorver tudo isso e mais um pouco? Então se cada um sabe da sua vida, e da minha sei eu, e eu estou falando algo muito, muito sério: CANSEI DESSA MERDA TODA!

Isso sem contar com a cereja do bolo: as pessoas que aparecem (e as que já estavam lá, mas resolvem oportunamente se manifestar nesse momento) com fatos e argumentos e histórias nada razoáveis. Pior aquelas que, além disso tudo, ainda querem me convencer de que não é nada. Não é nada? Então vem aqui, segura minha onda, assume o meu trabalho, escreve minha dissertação do mestrado, paga as minhas contas, tudo isso sem documentos, sem cartões, se recuperando de uma crise de asma, com o pé nas costas, assoviando e chupando cana!!

Em suma:
- preciso levar minha vida adiante, resolver as coisas, porque de mim ninguém tem peninha nem dá desconto;
- eu vou fazer o que tiver que ser feito, o mundo gostando disso ou não;
- se eu não puder, não vou esperar por ninguém;
- se você não vai me ajudar, então faz o favor de não ficar no meu caminho feito um peso de papel.

Quer que eu desenhe? Lá vai: na minha vida, eu preciso muito mais do que gente de boa vontade. Eu preciso de gente com ATITUDE. Senão caímos ad infinitum naquele papo de eu ser um rolo compressor – ou um “trator”, como carinhosamente já fui chamada. Eu não sou nada disso, eu só estou tentando resolver as minhas coisas e cuidar dos meus interesses, porque isso ninguém faz por mim.

Got it?

Ah, e antes que alguém queira ficar ofendidinho, esse desabafo não é indireta pra ninguém específico. Mas se te serviu o chapéu, faça bom uso dele.

domingo, 18 de setembro de 2011

Garota TPM

Não sei se eu já comentei aqui no blog, porque na verdade minha intenção era nem comentar nada sobre isso, mas eu estou fazendo um supertratamento pra minha pele. Eu planejava nem comentar por diversos motivos, que começavam por “it’s not a big deal” e passavam por “vai ser rápido”. Porém esta coisa toda está tomando uma proporção na minha vida que eu realmente não imaginava. E, por toda essa relevência que eu resolvi falar aqui. Tudo começou na minha adolescência (hahaha tá, é brincadeira, não vou voltar tãããão lá atrás). Mas enfim, sempre fui uma adolescente com espinhas. E aí que o tempo passou, mas a adolescência não. Mas eu sempre ia levando, fazendo um tratamento tópico aqui e outro ali, usando muita maquiagem, e levando a vida. Porém, esse ano as coisas mudaram. Muito provavelmente ligado ao stress (leia-se “mestrado”) minha pele piorou MUITO. Mas MUITO! E eu fique achando que esse aspecto não combinava com uma mulher de 26 anos. Enfim, adolescência não cabe mais no meu contexto. Se eu andasse por aí de calça jeans e all star, talvez as espinhas me ajudassem a esconder a idade. Mas não é o caso. Não mesmo.

Então nas férias procurei uma dermato (indicação do meu amigo João) e iniciei um tratamento. O plano era tomar tetraciclina, usar uns produtos e fazer umas sessões de peeling e laser. Mas tetraciclina é antibiótico, e eu tenho uma péssima relação com antibióticos. Na metade do primeiro mês de tratamento eu já estava amargamente arrependida, tamanhos os problemas que o remédio me causava. Nisso a médica sempre me cantando para tomar o famigerado Roacutan. E eu relutante. Mas o Roacutan tem um chamariz e tanto: promete acabar com o problema, e não amenizar... Conversei com amigos que já tomaram, pesquisei na internet, e decidi: vou tomar Roacutan! Nisso, já se passou 1 mês e meio (de um total de cerca de 3 meses de tratamento). E conforme o tempo vai passando, eu vou descobrindo as várias caras desse remédio. Tem uma amiga que também está tomando agora. Ela me disse outro dia que está tão feliz com a melhora que nem liga pros efeitos colaterais. A minha história é bem outra. Sempre é.


Tudo começa feliz, primeiro efeito é boca ressecada e nada mais. Mas aí vem a fase de “expulsar” a porcaria toda da sua cara. E aí apareceram umas espinhas bizarras, umas por cima das outras, enfim, um quadro mais bizarro do que quando eu procurei tratamento médico. Nem precisa dizer que dá um desânimo FDP, uma vontade de largar tudo logo de cara. Os amigos, na melhor das intenções, sempre vêm falar que “não está assim tão ruim”, que “eu conheço uma pessoa eu tomou, é assim mesmo, depois passa”. Mas a realidade é que você se sente a última das criaturas, com a cara pipocada de espinhas e a auto estima arrastando pelo chão. Depois disso começou uma miscelânea de coisas, boas e ruins. A pele começou a secar e as espinhas também, apesar de continuar tendo algumas espinhas. Mas não posso negar a maravilhosa sensação de chegar no final do dia com a pele brilhando como uma pessoa normal, e não com óleo suficiente para fritar um ovo! A pela resseca a ponto de descamar um pouco, o que é totalmente inédito para uma pessoa que sofre com espinhas desde sempre. Fora isso a pele está ficando bem branquinha (sim, é possível ficar mais branca do que eu já era).

Por outro lado, tem os efeitos colaterais bizarros. Aliás, ler a bula do remédio já é uma experiência bizarra! Você descobre que pode ter qualquer coisa tomando Roacutan. Eu já to numas de bater o dedinho do pé no canto da parede e achar que é culpa do Roacutan! Tomar este remedinho exige uma série de cuidados, porque ele é muito forte para o fígado. Por isso a dieta durante o tratamento tem que ser com o mínimo de gordura e sem álcool (como lidar com idas aos bares com os amigos, resistindo ao chopp e às batatinhas?). E não pode engravidar DE JEITO NENHUM porque é certo que haverá má formação do feto. Por causa dessas coisinhas light é necessário fazer exames de sangue todo mês. E logo de cara tomei um soco na boca do estômago vendo meu colesterol ir de 150 pra 201 em 1 mês (sim, o limite saudável é 200...). Mas depois do fim do tratamento tudo tende a voltar para o normal, espero...

Mas de todos os efeitos, o que está realmente incomodando de verdade é a sensação de TPM 24x7. Sim, virei a TPM girl... E, como as meninas sabem, a TPM tem variações (ou requintes de crueldade). Por exemplo: às vezes dá um ódio mortal de tudo e de todos, outras vezes tem a versão chorosa "ninguém me ama, ninguém me quer". O problema todo é que o Roacutan me faz passar por estes ciclos de humor várias vezes por dia, o que me faz parecer uma pessoa bipolar de TPM! (sim, porque também tem os momentos de extrema euforia).

Então funciona assim: "meu Deus, que dia lindo, a vida é bela, o mundo é perfeito". Quinze minutos depois: "ahhhh não faz sentido, nada faz sentido, porque eu tô aqui nesse mundo???". Quinze minutos depois: "ninguém me ama, eu sou feia, tô gorda". Quinze minutos depois: "porque está todo mundo tentando me irritar????? É uma conspiração? Estão todos unidos pra me tirar do sério hoje?" e por aí vai...

Nada fácil, nada fácil...

Estou com muito medo de afastar pessoas queridas, porque não tá fácil acompanhar todas essas variações. Então amigos, saibam desde já: se eu largar as patas em alguém, não é nada pessoal, é o Roacutan falando!

Espero que valha a pena e que as espinhas me larguem de uma vez por todas!!!

domingo, 4 de setembro de 2011

Wishlist

Resolvi listar tudo o que eu quero fazer quando terminar o mestrado. Este post será constantemente atualizado conforme as ideias, malucas ou não, apareçam na minha cabeça. No melhor estilo Antes de Partir. Mas, no meu caso, tá mais pra Depois de Defender. Estes itens não tem a ver com prioridades, com viabilidade, nem com nada. Só com desejos.

- passar frio em Nova York
- passar calor em Barcelona
- Paris, não importa a estação do ano
- andar de bicicleta até não aguentar mais
- correr (why not?)
- assistir a todos episódios atrasados de House, Modern Family e The Big Bang Theory (portanto, amigos, nada de spoiler até lá, entendido???)
- ir ao cinema toda semana
- voltar a ser uma devoradora de livros
- dedicar mais tempo para a yoga
- doutorado (não é pra rir!)

(...to be continued)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

corre corre corre

Bem, desde que as aulas começaram eu não voltei mais aqui.
Pudera, eu estou correndo, correndo, correndo.
Apenas duas semanas de aula e muita coisa já aconteceu.
Acho que preciso de mais duas semanas pra concatenar tudo.

Importante é que eu tive que tomar umas decisões e tirar uns pesos extras das costas.
Importante é que eu tive que aceitar minhas limitações e entender que não posso abraçar o mundo.

Agora estou mais leve.
Agora é hora de respirar fundo e pisar fundo, o semestre promete!

domingo, 7 de agosto de 2011

here we go again

amanhã recomeçam as aulas.
acabou a vida fácil.
em breve vocês me verão aqui surtando e tendo chiliques de "não vou dar conta".
fato.
sempre foi assim e sempre será. eu sempre acho que simplesmente NÃO VAI DAR!
e eu acho sinceramente que esta é a única maneira viável de eu levar as coisas a sério e de não perder o respeito.
preciso do medinho, do frio na barriga, da sensação de que, desta vez, não vai dar, que vou me decepcionar.
sim, eu sempre acho que, desta vez, cheguei ao meu limite.

mas é sempre assim que eu descubro que posso ir um pouquinho além.

wish me luck, dear friends
here we go again

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O mais importante do mestrado (ou: muito obrigada, queridos amigos!)

Esse negócio de estar em férias me deixa fervilhante de ideias e eu tenho vontade de blogar o tempo todo!
O que movimentou meu dia foi a divulgação da última nota que faltava para fechar o semestre no mestrado, e era justo a de Finanças. Hoje, logo cedo, a primeira coisa que eu vi quando acordei (às 6h30, diga-se) foi o email do professor divulgando as notas. E, sim, meus amigos, acabou tudo bem. Acabou tudo ótimo, aliás. Muito melhor do que eu poderia sonhar quando estava apavorada no início do semestre.

E depois de tanto ralar, e de colher o resultado de tanto esforço e superação (sim, porque, como vocês sabem, eu saí completamente da minha zona de conforto e fui estudar uma coisa totalmente nada a ver com a minha formação), eu penso em tudo o que aconteceu neste semestre e descubro que tudo o que eu tenho a fazer é agradecer. Sim, agradecer, porque se há algo deste período que vai me acompanhar no futuro, e que vai sempre me dar aquela nostalgia "dos tempos do mestrado" são as pessoas incríveis que eu conheci.

Engraçado que quando eu saí da faculdade, achei que tinha feito até ali todos meus amigos verdadeiros. Depois comecei o Cenpro e, numa convivência tão intensa de 13 meses consegui descobrir mais alguns amigos de fé. Nesta altura do campeonato eu já estava me convencendo que o ambiente acadêmico, que naturalmente favorece a colaboração, aproxima as pessoas. Diferente do ambiente de trabalho, que é bem mais competitivo e onde os interesses pessoais acabam se sobressaindo. Pra confirmar essa minha teoria, tive o prazer de encontrar pessoas maravilhosas neste primeiro semestre.

Eu sei que quando a gente resolve citar nomes corre o risco de cometer injustiças e de esquecer de alguém. Mas como o blog é meu e eu faço o que eu quero nele vou correr este risco pra falar de algumas pessoas que fizeram a diferença na minha vida neste período: tem as duas Aninhas (a Anna Maria e a Ana Cláudia) que são duas das pessoas mais doces que eu conheci na minha vida. Pessoas sempre de bem com a vida, de bom humor, com uma energia super positiva. Tem a Thais, uma guria muito determinada e centrada, sempre muito prestativa, com quem dividia minha indignações e meus papos sobre tudo, e com quem me identifico demais. Tem a Rebeca e o Fernando, o casal mais querido do mestrado, os dois super dedicados, com uma história que eu admiro muito. Tem a Helga, guria das mais inteligentes e com mais habilidades múltiplas que eu já conheci, que é tão diferente de mim - nós divergimos nos gostos sobre quase tudo! - e que eu acho que é por isso que nos damos bem! Tem a Malu, que veio do Rio Grande oposto ao meu, e que já mostrou que tem muita garra. Tem a Manu, uma das pessoas mais sinceras que já conheci!

E tem as duas criaturas que mais me deram trabalho neste mestrado: Mari e João! A Mariana é daquelas pessoas que desde o primeiro dia, na prova de nivelamento, dava a impressão de que já era minha amiga de décadas! Daquelas pessoas pra quem a confiança era algo implícito, eu já sabia que podia confiar nela sem nem mesmo saber nada da sua vida, só de olhar. Ela pode até dizer que Finanças ia ser bem mais difícil sem mim, mas só ela sabe (talvez não saiba, mas vai saber agora) o quanto me apoiou, me motivou, me deu energia quando eu mais precisei. Mariana é aquela pessoa que, se é tua amiga, vai até o inferno e volta pra te ajudar. Sabe "amiga de fé, irmã, camarada"? É ela! Ciumeeeeeenta que só, mas eu adorava o jeito que ela mandava eu e João ficarmos quietos na aula! Coisa de amiga-mãe... E o João, foi, talvez, a pessoa mais improvável que conheci nessa coisa toda de fazer mestrado. Improvável porque nos conhecemos lá no cursinho preparatório da Anpad, onde eu olhava pra ele e pensava "qual é a desse cara?". Não era exatamente um recém formado (fica tranquilo João, que não vou revelar tua idade!), um empresário... Por que esse cara queria fazer mestrado? Começamos a conversar nos intervalos das aulas (aliás, achei alguém que fala mais do que eu!), no fim das contas nos tornamos colegas na Puc, e hoje acho que posso dizer que ele é um dos meus melhores amigos. Não sei quem estava mais desesperado no começo do curso, eu ou ele! Morrendo de medo de tudo (ele não era muito chegado aos números e eu nunca tinha estudado nada daquilo) combinamos nos ajudar, eu nas Finanças, ele no Marketing. E que dupla dinâmica, hein? Foi ele que me ajudou a fazer com que todo esse esforço fosse muito mais leve, que dividiu comigo as aflições do "será que vamos passar?", do "será que vai dar tempo?", e que também me proporcionou muitas, muitas risadas MESMO! Saber rir até chorar? Pois é, ele é mestre dessa arte. E vive dizendo que eu é que sou engraçada! Vai entender?

No final deu tudo certo, passamos em tudo com louvor, e, sabe o que é o melhor de tudo? Cresci, mudei, e angariei todas essas pessoas lindas pra minha vida. Precisa mais?

Muito obrigada, meus queridos amigos, por fazerem parte da minha vida!


(Às vezes me dá uma tristeza de saber que agora cada um vai pra sua área de concentração e que, por isso, nos encontraremos muito menos...)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Conversas na madrugada

(só as publicáveis)

Mariana me pergunta: "Então, Palú, o que a gente faz quando tá morrendo de sono e não consegue dormir???"

Ora, Mariana, conta Hamadas, digo, carneirinhos!

Ou então...

Toma água de melissa
Faz chá de camomila
ou cidreira.
Tenta ler algo boring
Acha algo desinteressante na TV.

Na pior?

Passiflora

Rivotril

ou Lexotan

Ou se concentra na felicidade da última prova

E brinda a alegria do fim da tua jornada nas finanças
E do começo da minha.

(será que estou misturando conversas?)

Vou ali tentar sem sucesso adormecer

sexta-feira, 11 de março de 2011

Agora vai!

Estudando marketing com cerveja, digo, com certeza!



Tá pensando que mestrado é bagunça???

quarta-feira, 9 de março de 2011

3 aninhos - entrando na fase dos "porquês"



Gente, e o tempo, que não para de passar?

To falando porque amanhã (rigorosamente hoje, porque cheguei na cidade em 9/3/08 às 23:30) faço 3 anos de Rio de Janeiro!! E no dia 4 este querido blog também fez 3 aninhos!

Dá pra acreditar numa coisa dessas? Sério, quando eu pisquei, minha vida virou do avesso: tchau Porto Alegre, família, amigos. Oi Rio, cidade imensa, perigosa, não conheço ninguém.

É, meus amigos, 3 anos, tô entrando na fase dos "porquês"! Por que fui tantas vezes tão ingênua? Por que eu decidi vir pra cá? Por que ninguém me disse na época: olha tua vida vai ser muito boa lá? (tá, eu sei que ninguém sabia disso)

Mas agora falando sério: que momento abençoado na minha vida em que eu resolvi "sim, eu vou pro Rio".
Tem seu preço vir pra longe, morar no Rio e blá, blá, blá? Tem sim. Tudo tem seu preço. Mas a vida tem sido doce. To ferrada com o mestrado? To sim, ferrada com o mestrado que eu escolhi e lutei pra poder fazer (não sem ajuda), to morando na minha casinha, com meu carrinho na garagem e com o homem que eu amo.

Mais não digo, porque seria chover no molhado.

Quem corre a maratona agora sou eu...

Você podem estar aí se perguntando: nenhuma foto do carnaval? Como assim?

Na verdade tem foto sim! Explico: já espalhei pro mundo inteiro (com ajuda da minha mãe, claro) todo mundo já sabe que eu comecei meu mestrado em administração esse ano. E, como as coisas nunca podem ser assim, muito fáceis, já começou tudo no dia 18 de janeiro... É porque, imagino eu, o mestrado em administração atrai gente de tudo quanto é área (olha aí a engenheira química falando), e por isso, eles fazem o pré-cálculo da administração! Na verdade eram 3 disciplinas: teoria geral da administração - TGA - (zzzzzzzzzzZZZZZZZZzzzzz), contabilidade e estatística. O esquema era o seguinte: dia 18 fomos todos lá na PUC, recebemos a lista com a bibliografia recomendada e um "boa sorte". Dia 25 de fevereiro foi a prova. Simples assim. Tudo muito bem durante a prova de estatística. Sério, fiz a prova em 8 minutos. Não devo ter tirado 10, mas a prova foi bem tranquila. A maioria das pessoas reclamou porque tanto o livro de referência quanto a prova estavam em inglês. Quer saber o que eu achei? Mil vezes estudar estatística em inglês que TGA em português! Que sono, só de lembrar! Além disso, gente: hello, mestrado!!!! Não sei se isso é coisa da engenharia, mas lembro de ter pouquíssima literatura em português na faculdade... Enfim, aí pra mostrar que mestrado não é bagunça, veio a prova de contabilidade e ferrou com 10 entre 10 pessoas que eu conversei, inclusive eu mesma... Bom, tem segunda chamada dia 8 de abril, sem dramas, here we go.  Por último, TGA, duas questões discursivas, então só Deus - e a professora - sabem no que deu. A propósito, as notas ainda não saíram.

No meio disso tudo, no dia 7 de fevereiro, teve a abertura oficial do curso e, adivinhem: tirei o primeiro lugar na seleção do mestrado acadêmico! Isso me rendeu uma calculadora HP12 de presente e uma bolsa (na verdade isenção na mensalidade) de 50%. Legal, né?

Claro que, como as coisas não podem ser assim, fáceis, minhas aulas (presenciais, agora vai!) começaram antes do carnaval, e, pra mostrar que mestrado não é bagunça - parte II, a missão - os professores nos atolaram de leituras e trabalhos e eu to desde sábado internada em casa estudando! Delícia, né? Pra minha sorte São Pedro colaborou e mandou chuva.

Ah, a foto? Sim, pois é, acabou eu loira... O mestrado tava me exigindo um up na inteligência e por isso eu voltei pra minha cor natural, até um pouquinho mais escuro. Tá, mentira, voltei pra cor normal porque meu cabelo tava T-O-D-O-C-A-G-A-D-O  e amarelo, então, pra poder ficar loira de novo daqui a pouco (será?) tive que botar o pé no freio da loirice platinada. Ali ó eu no melhor estilo antes e depois:







E aí, agradou?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...