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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Meant to be!

É muita coisa em pouco tempo....

Pois é, depois de um longo silêncio, hoje me permito escrever. E por que "permito"? Porque já tem um tempo que eu não consigo admitir gastar meu escasso tempo e minha ainda mais escassa energia com nada que não seja: trabalho, mestrado e finais de semana de ponte aérea. Tá difícil parar. Fim de ano já costuma ser uma correria danada. E este não está diferente. Está bem mais intenso, aliás. Mas hoje uma conversa já no fim do dia me deixou muito feliz, e me inspirou.

O que me traz aqui hoje, pra escrever nesse blog que já é um antigo companheiro, é a coisa mais clichê que existe nesse mundo, em dezembro: retrospectiva. Pois que atire a primeira pedra quem não chega nessa época fazendo um balanço de todos os acontecimentos do último ano. Então essa é a minha (e o blog é meu, eu escrevo o que quiser nele). Sou previsível? Foda-se!

tempo de olhar pra trás...








E eu começo dizendo, que, olha, há um ano eu tava na merda. Merda em negrito e sublinhado. Porque não era pouca merda. A minha vida foi desmoronando de tal maneira na segunda metade de 2011 que não teve um setor que não foi afetado. Eu havia me afastado da minha família, dos meus amigos mais próximos, de todo mundo que importava. Estava extremamente infeliz e insatisfeita no trabalho, tinha acabado de perder uma promoção e não enxergava perspectivas de crescimento ou de mudança. Estava chutando o balde. Tomei um pé na bunda (que, apesar de ter sido de uma maneira muito elegante, educada e cheia de consideração, não deixou de ser um pé na bunda) e estava me sentindo sozinha como nunca antes. E eu só comecei a perceber toda a magnitude da minha situação quando um problema de saúde na família (que hoje já está resolvido) me deu um chacoalhão tão, mas tão grande, que eu caí em mim de uma vez só. E o tombo foi feio. Foi doloroso. Acordei e estava vivendo no meio de um pesadelo. Mas, como de costume, não deixei a peteca cair. O que me movia era a única coisa de bom que tinha restado naquela confusão toda: meu mestrado. Eu tinha uma gana infinita de estudar, aprender, tirar boas notas. E isto me sustentou durante aquele último mês de 2011, até que eu pude ir pro RS, chorar no colo da minha família. E eu chorei muito na virada do ano. Acho que foi o reveillon mais triste que já passei. Tinha um vazio enorme dentro de mim, e eu não sabia nem por onde começar a preenche-lo.

Veio 2012. Poucas expectativas. E aí que é bom: quando você não espera nada da vida, é que ela mais te surpreende, porque qualquer coisa que acontece já é muito. Mas vocês acham que já vamos pro final feliz? Nã, nã, nã. Pastei muito em 2012 antes de chegar neste 5 de dezembro. Eu achei que a vida estava me recompensando quando tive um convite no trabalho. A mudança de área era tudo o que eu queria. E eu agarrei aquela oportunidade com toda minha força. Foi a minha tábua de salvação.

Só que eu tive que abrir mão de muita coisa em 2012. Tive que romper muitas coisas em 2012. Primeiro foi o fim de uma relação de dez anos. Sem brigas, sem ressentimentos, nem arrependimentos. Mas nem por isso foi fácil. Depois foi o fim trágico e abrupto de uma relação de pouco mais de 4 meses (mas que hoje não vou aprofundar isso aqui, porque a morte da minha cã ainda não é uma coisa tranquila pra mim e hoje não é dia de tristeza). Na semana seguinte roubaram minha bolsa, depois caí de cama com suspeita de pneumonia. Perdi um tio muito querido, que era meu ídolo da infância. Tive que lidar com muita burocracia sozinha. Gastei muito dinheiro pra consertar tudo que tinha que ser consertado. Era porrada de todo lado. Dessas coisas que, quando acontecem, não conseguimos entender. Por quê? Só o que eu conseguia pensar era "por quê? por que eu? por que comigo?". Tem algumas coisas que realmente não são feitas para serem entendidas, e, muitas vezes (mais até do que gostaríamos), o tempo do universo não é o nosso tempo. "Quero hoje, quero agora, quero que tudo se resolva". Mas não é assim que funciona. Hoje eu lembro daqueles dias horríveis em que eu chegava no trabalho mas não conseguia ir pra minha sala. Ligava pros meus pais chorando e pedia ajuda. Achava que não ia dar conta. Penso no dia do meu aniversário, quando caiu uma tempestade. Era tempestade lá fora e aqui dentro. Eu achei que não ia mais ter sol pra mim por muito tempo. Foi difícil não deixar a peteca cair. Foi bem difícil.

Mas apesar da solidão que eu senti muitas noites em casa, fui descobrindo que não estava sozinha de verdade. Eu pedi perdão às pessoas que tinha magoado e, pra minha sorte, elas me aceitaram de volta. Não posso negar que muitos braços se estenderam quando eu estava caída.

Devagarinho fui retomando o gosto pelo mundo. Me abri pra vida e, de uns tempos pra cá, tenho recebido o quinhão de coisas boas que o universo estava me devendo.

Tenho vivido momentos excelentes no trabalho. Adoro o que eu faço, estou aprendendo numa velocidade que não julgava possível, estou aplicando o que aprendi no mestrado. E quando você faz seu trabalho com afinco, quando você acredita naquilo que faz, o reconhecimento vem. Também fiz as pazes com minha dissertação (que eu cheguei a cogitar em largar), e agora estou conseguindo ter disciplina pra trabalhar nela.

Devo estar esquecendo de alguma coisa, porque se tem algo que não faltou pra mim em 2012 foi emoção! Minha vida passou por uma dureza tão grande que ganhei do pessoal do trabalho um patuá pra espantar as energias ruins. Por fim, acho que funcionou. No final de 2011, o sentimento que me inundava era a solidão. Agora, depois de tudo o que eu passei este ano, o que eu sinto é uma imensa gratidão. Agora já posso olhar pra trás e dizer que entendo um pouco do que me aconteceu.

E, apesar de correr o risco de ser injusta com alguém, e de saber que muitas das pessoas não lerão este texto, quero agradecer nominalmente algumas pessoas que fizeram o meu ano: Claudete, Faustino, Rosana, Claudio, Matiko, Mariana, Livia, Cristina, Joanna, Fernanda, Kely, Márcia, Julia, Frias, André, Rafael, Bianca, Marco Antônio, Dany, Samantha.

Obrigada!

Pra acabar, eu acho que nenhuma frase resume melhor 2012 do que "meant to be!" (ou, se preferirem: "era pra ser!").


"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente"

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pra espantar a tristeza

Tem só mais três coisas que eu quero falar sobre minha cã:

- pra mim (e pra várias pessoas que também notaram isso) ela veio pra minha vida pra cumprir uma missão. E quando essa missão terminou, ela foi embora, se retirou. É difícil, dentro da nossa cultura, aceitar a morte. Mas nem sempre o nosso tempo é o tempo do universo, e, se ela foi embora agora, é porque tinha que ir. 

- quero agradecer imensamente às pessoas que ajudaram naquele dia tão difícil: o time de futebol que tentou cercar, a menina que pegou a Carminha no asfalto, o guri que nos deu a garrafa d'água, o taxista que não hesitou em nos levar pra clínica, a toda equipe de enfermeiros e veterinários que fizeram de tudo pra salvá-la, a enfermeira que cuidou do Régis (que ficou todo arrebentado) no hospital, a Mari que prontamente providenciou a doação das coisinhas da Carminha pra ajudar outro cãozinho de rua e a todos os amigos que se solidarizaram com este momento difícil.

- escutei alguns comentários do tipo "tudo isso por causa de um cachorro?". Sobre isso, só uma constatação: não confio em quem não gosta de bicho.

A vida anda sendo um tanto dura comigo ultimamente. Mas é claro que existem compensações. É claro que, como eu aprendi na yoga, "isso também passa". Então vou deixar aqui uma musiquinha bonita, pra espantar a tristeza.




Pra Sonhar (Marcelo Jeneci ) 

Quando te vi passar fiquei paralisado 
Tremi até o chão como um terremoto no Japão 
Um vento, um tufão 
Uma batedeira sem botão 
Foi assim viu 
Me vi na sua mão 

Perdi a hora de voltar para o trabalho 
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei 
Mil coisas eu deixei 
Só pra te falar 
Largo tudo 

Se a gente se casar domingo 
Na praia, no sol, no mar 
Ou num navio a navegar 
Num avião a decolar 
Indo sem data pra voltar 
Toda de branco no altar 
Quem vai sorrir? 
Quem vai chorar? 
Ave maria, sei que há 
Uma história pra sonhar 
Pra sonhar 

O que era sonho se tornou realidade 
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem, 
Nossa Jerusalém, 
Nosso mundo, nosso carrossel 
Vai e vem vai 
E não para nunca mais 

De tanto não parar a gente chegou lá 
Do outro lado da montanha onde tudo começou 
Quando sua voz falou: 
Pra onde você quiser eu vou 
Largo tudo 

Se a gente se casar domingo 
Na praia, no sol, no mar 
Ou num navio a navegar 
Num avião a decolar 
Indo sem data pra voltar 
Toda de branco no altar 
Quem vai sorrir? 
Quem vai chorar? 
Ave maria, sei que há 
Uma história pra contar 

Domingo 
Na praia, no sol, no mar 
Ou num navio a navegar 
Num avião a decolar 
Indo sem data pra voltar 
Toda de branco no altar 
Quem vai sorrir? 
Quem vai chorar? 
Ave maria, sei que há 
Uma história pra contar 
Pra contar

Só que você foi embora cedo demais...

Há dias eu venho pensando em escrever aqui no blog, mas andava me faltando coragem. Eu sabia que no dia em que resolvesse escrever aqui seria impossível conter as lágrimas (e eu estava certa). Só que a vida tem dessas coisas (a minha tem várias dessas coisas) e de repente o corpo entra em pane e te obriga a parar. E te obriga a pensar em tudo. Te obriga a encarar. Então aqui estou eu.

Não faz nem duas semanas, está tudo ainda muito recente e doloroso ainda. Acredito que a maioria das pessoas que me conhecem sabem do que eu estou falando. Há poucos dias eu perdi um serzinho muito importante na minha vida, minha cã, a Carminha.

Foi trágico, foi repentino, foi desesperador, mas eu não quero falar aqui de como tudo aconteceu, até porque não é com essa imagem triste que eu vou lembrar do meu anjinho canino. Prefiro falar da nossa história e de tudo que eu senti e pude viver com ela nos poucos meses que ficamos juntas. E do que eu gostaria de "dizer" pra ela agora, porque, maluquice da minha cabeça, ou não, eu sinto ela aqui comigo ainda. Seria algo mais ou menos assim:


"Tudo começou aquele dia na Suipa, quando, no meio de um monte de cães saltadores, latidores, e pedindo desesperadamente "me adote", você apareceu de relance e se escondeu debaixo da bancada. Ali eu tive certeza: 'é ela!'. Você era a cãzinha mais tímida daquele canil, e seu olhar assustado só me deixava com mais vontade de te pegar no colo e te levar pra casa. Você já veio batizada, e, todo mundo abria um grande sorriso pro seu nome incomum 'Carminha'. Mas você tinha cara de Carminha e assim ficou.
Chegamos em casa, te dei um banho frio e você logo escolheu seu lugarzinho debaixo do sofá. Logo no primeiro dia sozinha você já fez sua primeira (e única) grande bagunça. Mas como ficar triste com você, tadinha, trancada numa cozinha o dia inteiro?
Foi aí que você mudou pra sacada e ficou muito mais tranquila e feliz, com sua nova casinha que foi seu porto seguro sempre.
E, olha Carminha, você era uma cãzinha difícil! Desconfiada... Foram 3 semanas até você confiar em mim, abanar seu rabão (que era quase maior que você!) e começar a me seguir pela casa. Mas depois disso, você virou minha "cãopanheirinha", ao ponto de, até hoje, eu sentir você se enroscando nas minhas pernas pela casa.
E o quanto você é querida por todo mundo? Não havia uma pessoa que não se encantasse com sua carinha de cão sem dono, aquele olharzinho de baixo com as orelhinhas pra trás. Todo mundo que conheceu e conviveu com você se apaixonou pelo seu temperamento assustado, que depois de um tempo virava denguinho.
Aliás, seu denguinho rende um capítulo a parte! Meu Deus, que cã mais dengosa, você era. Vinha toda rebolativa de manhã cedinho, ainda meio dormindo, e quando eu chegava pertinho, você já se virava pra eu acariciar sua barriguinha rosada. Depois eu ia pro banho, você me esperava deitada na porta do banheiro. E quando eu ia pro quarto (onde você, muito obediente, nunca entrava, só quando era convidada), você ficava ali rebolando e ganindo como quem diz 'Mamãe, você tá demoraaaando!'.
Mas a maior alegria de todas era chegar em casa, e fazer a nossa festinha canina! A gente rolava no chão, corria pelo apartamento, você subia em cima de mim e me lambia o rosto. Isso quando não me dava uma patada que fazia meu óculos voar! Esse era o nosso momento, só meu e seu.
Outra felicidade imensa era levar você pra passear no aterro. Você ficava toda serelepe e faceira, porque lá era o seu quintal. Ah, e quando você ganhou sua toquinha? Eu fiquei morrendo de ciúmes, porque achava que você amava mais sua toca que eu (e me desfazer da sua toquinha foi a parte mais difícil...).
Às vezes eu pensava no quanto você me achava besta por te colocar um sem número de apelidos, todos sem sentido: Bizunga, Bizulunga, Buzunguinha, Rabocóptero, Bizunguitos sabor canino (?), Dengulosa, e por aí vai...
Olha, meu anjinho canino, eu espero que você tenha tido uma vida feliz comigo. Espero ter te dado dignidade e tranqulidade. Porque quando eu te adotei, foi pensando em fazer um bem pra você. Mas o que eu não sabia é que estava fazendo um bem muito maior pra mim. Te ter na minha vida, ainda que por tão pouco tempo, foi uma lição e tanto.
Você dependia inteiramente de mim, e foi a primeira vez em que vivi uma relação assim. E eu sempre quis te dar o melhor de mim, ser uma mãezona, ainda que não te deixasse subir no sofá ou entrar no meu quarto. (Aliás, queria que você soubesse, ainda que seja tarde demais, que, enquanto você estava lá na clínica lutando pra viver, eu prometi que se você não fosse embora eu te deixaria subir no sofá. E entrar no meu quarto. E subir na minha cama. E dormir comigo. Por favor me perdoe, eu sei que eu devia ter feito tudo isso enquanto eu tive a chance)
Minha buzunga, me desculpe se não fui a melhor mãe-de-canino do mundo, se te deixei sozinha em casa enquanto eu trabalhava. Mas eu tenho a certeza de que te dei o maior amor do mundo, mas, muito mais do que isso, eu aprendi o que é o amor puro, aquele que não exige nada em troca. E esse foi você quem me deu.
Muito obrigada por tudo.
Vai em paz."


"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais..."




Fomos felizes. Minha cã e eu.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Nobody's perfect, trust me I've learned it


One And Only



You've been on my mind
I grow fonder every day
Lose myself in time
Just thinking of your face

God only knows why it's taken me so long to let my doubts go
You're the only one that I want
I don't know why I'm scared
I've been here before
Every feeling, every word
I've imagined it all
You'll never know if you never try
To forgive your past and simply be mine

I dare you to let me be your, your one and only
Promise I'm worth it
To hold in your arms
So come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts

If I've been on your mind
You hang on every word I say
Lose yourself in time
At the mention of my name
Will I ever know how it feels to hold you close
And have you tell me whichever road I choose, you'll go?

I don't know why I'm scared
'Cause I've been here before
Every feeling, every word
I've imagined it all
You'll never know if you never try
To forgive your past and simply be mine

I dare you to let me be your, your one and only
I promise I'm worth it
To hold in your arms
So come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts

I know it ain't easy giving up your heart
I know it ain't easy giving up your heart
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it

So I dare you to let me be your, your one and only
I promise I'm worth it
To hold in your arms
So come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts
Come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts

sábado, 7 de janeiro de 2012

Até o mundo acabar

Tem dias em que eu sinto medo. Eu acordo e algo lá dentro já está errado. Incômodo. Inquieto.
Fico quieta no meu canto e procuro me distrair com qualquer coisa que seja fácil, de compras no shopping a site de fofocas.
Mas um momento em que eu me perca da distração e volte pro mundo é suficiente. Tudo aquilo que estava lá paradinho, devidamente calmo, sobe para a superfície.
E quem transborda sou eu. É por isso que eu sinto medo. Medo de começar a chorar e não conseguir mais parar. De dar vazão a tudo o que eu engoli seco porque eu não nunca pude deixar a peteca cair.
Eu volta e meia me pergunto: e se eu deixasse a peteca cair? E se eu chutasse o balde, mandasse meio mundo à merda e realmente botasse pra fora tudo o que está me apertando o peito? Será que alguém morreria por causa disso? Será que eu morreria por causa disso?
Acho que não. Mas me falta coragem. E eu fico aqui, covarde, vendo a vida passar, chorando um pouco, levando a vida outro pouco.
  Eu queria dizer muita coisa, mas paro por aqui, um pouco por medo, um pouco por prudência. Deixo o Nando Reis terminar pra mim...

Update:


De Janeiro A Janeiro
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

sábado, 17 de dezembro de 2011

Quem passar pelo planalto com certeza...

Eu sei, eu sei, eu sumi.

Mas eu não vim aqui pra falar disso, eu vim hoje aqui pra dizer que, finalmente estou de férias e estou de malas prontas. Lá se vão 8 meses desde minha última ida pra Erechim. To morrendo de saudade! E aí eu achei esta pérola de clip dos Monarcas com a música Erechim História e Canto!

Enjoy it!





Canta comigo:
Quem passar pelo planalto com certeza
ao olhar para a mais bela natureza
há de ver campos de mel de guamirim
vai provar o mate da hospitalidade
vai levar no coração uma saudade
e a vontade de voltar pro Erechim.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um dia de cada vez

Saudade de escrever aqui...
Saudades de muitas coisas.

 Nessas horas lembro dos meus amigos de tantos anos, Page e Plant:
"Sometimes I grow so tired
But I know I've got one thing I got to do"

 Mente cansada, corpo cansado.
1 mês pras férias. Contagem regressiva.
Queridos leitores fiéis, estou cansada, esgotada.
Mas vou levando, vivendo (ou sobrevivendo).
Um dia de cada vez.

domingo, 25 de setembro de 2011

Sim, eu já fui metaleira

Noite de metal no Rock in Rio revirando meu baú de lembranças da adolescência.

Aí vão as que mais marcaram, algumas mais preferidas que outras...




















Saudade da minha pretinha...

Essa semana a primavera começou. E a cada primavera que começar eu sempre vou lembrar da minha pretinha serelepe, que se foi há um ano.

Saudade daquele jeito destrambelhado
Saudade de correr pelo pátio com ela atrás de mim, orelhas balançando
Saudade de ouvir aquele grunhido que ela fazia quando ganhava carinho na barriguinha
Saudade do olhar pidão
Saudade da festa que ela fazia pra mim, não importando quanto tempo eu ficasse fora



Um bichinho é mais do que parte da nossa família, ele é parte da nossa vida. Quando ele se vai, a gente vai um pouquinho com ele. Obrigada, Kuki, por me ensinar o que é amar sem exigir nada em troca.

domingo, 21 de agosto de 2011

Não era amor. Era melhor.

Há muito tempo, quando eu tinha mais momentos pensantes e menos momentos executantes (porque agora a minha vida se espreme nos intervalos das reuniões, aulas do mestrado e horas de estudo), eu conseguia enxergar muito mais poesia no mundo.

Talvez porque eu não passava simplesmente os olhos, superficialmente, pelos fatos, pelos sons e pelas imagens. Certos momentos me capturavam e me iluminavam, e, de repente, eu tinha clareza do significado de uma música, de uma frase solta em um livro. Aliás, como já disse aqui algumas vezes, sinto muita falta de ler pelo simples prazer deste ato. Sinto falta dos meus livros rabiscados (eu, digamos, personalizo todos os meus livros. É por isso que eu preciso tê-los. É por isso que sinto ciúmes deles e não gosto de emprestá-los. Na maioria das vezes meus rabiscos nos livros revelam demais sobre mim, e eu não necessariamente quero abrir isso para o mundo. Enfim, minha relação com os livros já rendeu  muitos posts e renderá, certamente, muitos mais).

E por essas coisas de ficar lembrando, que veio novamente à tona uma das minhas frases preferidas do Divã, da Martha Medeiros. Nada demais, nada pretensiosa. Gosto dessa frase pelo jogo das palavras. A maneira como ela define a relação, a simplicidade, enfim. Eis a dita cuja:

"Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."


Confesso que foi além da lembrança do conteúdo dessa frase o que mexeu comigo. Foi muito mais a sensação de estar perdendo a minha sensibilidade para a poesia do mundo. Foi como uma saudade de alguém. E esse alguém sou eu. Minha percepção estava muito mais desenvolvida naquele primeiro ano no Rio. Pode ser que era por ficar muito mais tempo sozinha. Afinal, as horas de estudo eram tantas ou mais do que agora. Mas eu lembro com clareza daquela pessoa que refinava os pensamentos, que prestava atenção. Agora a vida passa e eu me sinto muito mais rasa. Aquela sensibilidade que outrora me dava subsídios pra escrever, agora se foi. Ou, para ser menos drástica, diria que ela está ali esperando que eu possa me abrir novamente, ou que eu simplesmente volte a prestar atenção. Talvez essa seja uma maneira inconsciente de me proteger. Desligando.

Por outro lado, pensando melhor, acho que o que eu deveria fazer era unir as duas coisas (olha eu tentando abraçar o mundo outra vez!). Porque, pensando bem, eu gosto bastante dessa "eu" que aprendeu a ligar o "foda-se". Gosto mesmo. Muito. Não vivo mais sem. Descobrir que o mundo continua a girar, mesmo quando eu paro de remar, foi libertador! Dizer que não posso ser as duas coisas ao mesmo tempo - ligada e desligada, ou, sensível e carrancuda - é ser igualmente rasa com a minha capacidade.

Enfim, chega de análise. Gosto de me descobrir diferente, ao mesmo tempo que não desapego da mocinha de alguns anos atrás. Infelizmente não conseguirei ir adiante só levando o melhor de mim.
Não se pode ter tudo.

Todo esse discurso, sobre a inegável dicotomia que muitas vezes nos sufoca e nos impele a decidir sobre ser uma coisa ou outra,  me fez lembrar muito de uma música. Da Marisa Monte.



Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

segunda-feira, 25 de julho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Casamento e Cabo Frio - What a weekend!


Acabei atropelando um pouco a ordem dos acontecimentos e falando primeiro do show do Paul, mas no final de semana antes do show também teve agito. Desta vez em Cabo Frio.

Minha querida amiga Aline (pra quem não conhece, nós moramos juntas no primeiro ano aqui no Rio) foi muito mais rápida que eu (o que, convenhamos, não é muito difícil!) e resolveu casar. E, depois de muito tempo querendo conhecer sua cidade-natal (coisa que não foi possível no ano do Cenpro porque, bem, vocês devem lembrar do porquê), lá fomos nós!

Apesar do dia chuvoso, à noite o vento deu uma trégua e o "frio" também. O casamento foi liiiindo, em uma igrejinha bem pequena, e depois a recepção foi em grande estilo no Iate Clube. Achei o máximo que os noivos chegaram para a festa de barco, pelo deck do clube. Foi muito bom também reencontrar vários amigos do Cenpro, alguns que eu vejo sempre, outros que não via há séculos.



E no fim da noite rolou até um trash the dress (eu sei que normalmente é a noiva quem faz isso, but...) na praia, como vocês podem perceber pela primeira foto deste post. Rolou até uma corrida de 100m com vestido de festa e salto alto que ferrou com meu joelho eu estou pensando seriamente em sugerir como modalidade olímpica para 2016.

No domingo o sol até foi camarada e nos deixou conhecer a Praia do Forte - que já é linda à noite - com luz.



Cabo Frio, já me apaixonei, e com certeza quero voltar!

E felicidades aos noivos!!

sábado, 7 de maio de 2011

Teve bom

Sempre o que é bom dura pouco. Então que assim foi.



Teve comemoração de aniversário adiantada.
Teve presente.
Teve ovo de páscoa.
Teve (quase) toda família reunida.
Teve friozinho.
Teve colo de mãe.
Teve colo de pai.
Teve colo de irmã.
Teve encontro com amiga querida.
Teve estrada. Muita estrada. Aliás, 30 horas de estrada em 4 dias.
Teve cansaço.
Teve gripe.
Teve churrasco, chimarrão, arroz doce, sagu, polenta brustolada, pinhão na chapa.
Teve conversa séria.
Teve conversa fiada.

E agora tem saudade.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Adeus ano velho (mas jááá?)

Não tem jeito, e não falha: fim de ano tem Especial Roberto Carlos, Retrospectiva do ano, filmes natalinos, amigo secreto, festa da empresa e nostalgia.

E eu, como uma boa pessoa lugar-comum, não escapo de chegar nesta época do ano com aqueles mesmos sentimentos, repassando tudo o que aconteceu, revisando o que poderia ter saído melhor, e dizendo pra mim mesma "ano que vem começar com tudo"!

Nas últimas semanas eu estava extremamente irritada, cansada, mal humorada, sem ânimo, sem pique, com sono, tanto que nada poderia me agradar. Estava surtando e só o que eu conseguia pensar era "vamos lá, Clarissa, só mais um pouquinho". Pudera, um ano que começou com "vamos comprar um apartamento?" e terminou com "vamos fazer mestrado?" não tem como ser considerado um ano qualquer. Mas, desde hoje, mais ou menos meio dia, os nós foram desatando e a nuvem negra sobre a minha cabeça foi dissipando, até que às 17h eu achei que ia sair pulando e abraçando todo mundo, só pra gritar pro mundo: ESTOU DE FÉRIAS!!!!

Nunca um período de férias foi tão desejado. Poucas vezes precisei tanto estar entre os meus, abraçar muito minha família e me sentir em casa. Este ano foi casca grossa pra mim. Acho que definitivamente perdi a fé na humanidade e parei de acreditar em tudo o que as pessoas me falam. Enfim, deixei de ser ingênua. Porque eu sempre partia do princípio que todo mundo merecia uma chance, mas agora meu filtro está mais rigoroso. E também parei com esse negócio de tentar agradar todo mundo. Agora é assim: não gostou? Entra na fila, meu filho.

Fora isso, meu corpo também me barrou um pouco esse ano. Ele disse "peraí, mocinha, não dá pra abraçar o mundo desse jeito!". O ritmo frenético dos acontecimentos me derrubou algumas vezes.

Apesar disso, nem tudo são espinhos e eu sou muito grata por tudo o que tive força para fazer este ano, e também por todos os que me ajudaram a fazer por onde. Tive oportunidades interessantes no trabalho, inclusive com a possibilidade de fazer mestrado, estou morando com o Zeca no nosso apartamento, reconheci quem são as pessoas que valem a pena e reavivei amizades que estavam esquecidas.

Enfim, dever cumprido, adeus ano velho e agora eu só quero saber de sombra e água fresca.

Rio Grande do Sul, here we go!

 E que venha 2011!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dias de luta

Hoje é um dia daqueles em que a velocidade do meu raciocínio está anos-luz na frente do meu poder de agir.

Pensei em muitas coisas, queria escrever sobre diversos assuntos aqui no blog, mas agora estou aqui diante da página em branco com uma bela confusão de ideias. Ontem saiu o resultado da 2ª etapa de seleção do mestrado, e hoje pela manhã chegou o livro que eu comprei por indicação do meu futuro (e queridíssimo) orientador. Com isso me bateu uma super energia interior e eu pensei "vou começar a ler o livro hoje mesmo!!!!".

Mas aí, as coisas tomaram outro rumo. No trabalho está tudo muito nebuloso porque eu simplesmente não consigo parar na frente do meu computador para fazer o que precisa ser feito. Tudo o que eu faço é ir de uma reunião pra outra freneticamente, concatenando assuntos, sem nem separar alhos de bugalhos, e só acumulando pendências.

Aí o que me resta no fim do dia é chegar em casa acabada e sem vontade de fazer nada... Hoje ainda teve requintes de crueldade, porque tive que ir numa clínica lá no Leblon para fazer uma ressonância na coluna.

E cadê a energia pra ler meu livro novo? Cadêê? Ultimamente, tudo o que eu consigo almejar nessa vida é: FÉÉÉÉÉRIAS!!! Não tá fácil... Aliás, eu sei que se fosse fácil não teria graça, mas também não precisava ser assim.

E, pra completar, hoje me bateu uma nostalgia VIOLENTA. Começou com uma música, que casualmente tocou no iPod hoje de manhã, indo para o trabalho. Bastou. Passei o dia sofrendo de saudades diversas, PRECISANDO muito de pessoas que a vida afastou de mim. E aí o vazio foi crescendo, tomando conta, e agora eu sou um imenso espaço vazio (antes fosse, porque aí pelo menos eu estaria magra rsrsrsrs).


"Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei"


Ou, já diziam os sábios Acústicos & Valvulados (ainda existe?):

É muita coisa em pouco tempo
Impossível controlar o movimento

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Kuki: Mais uma estrela no céu dos cachorros

Olha, vou te contar, ultimamente não tá fácil...

Há mais ou menos 2 anos eu tive que me despedir (aqui) de um pequeno ser. Daquela vez eu até comentei sobre o fato de que só quem tem/ama os bichinhos sabe a barra que é ter que se despedir deles, porque, afinal de contas, desde o início a gente sabe que, em geral, a vida deles é mais curta que a nossa...

Pois é, hoje eu tenho que vir aqui de novo pra dizer que, mais uma vez, estou passando por este momento dolorido de perder um bichinho amado... Dessa vez quem foi embora foi a minha Kuki, minha cocker preta tão estabanada.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

E=mc²

Concordo com Einstein. O tempo é relativo.
Veja só: entre 2008 e 2009 Zeca e eu passamos 13 meses longe um do outro, com somente alguns finais de semana e feriados de exceção. E sobrevivemos a isso. Afinal, dizem que somos capazes de ampla adaptação.
Pois bem. Eis que ele viajou no sábado e só volta no próximo domingo e eu estou aqui sofrendo de uma solidão miserável, achando uma falta de graça no mundo. Como é que pode uma coisa dessas?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não dá pra não falar

meus queridos e fiéis leitores;

Já é quase meia noite mas faço questão de escrever aqui hoje por dois motivos:

1) Aniversário da minha querida amiga (e leitora mais que fiel) Lisia, que é mais que uma amiga, é um presente que a vida me deu. Parabéns, minha flor, espero que teu dia tenha sido muito especial! (as fotos já estão defasadas, precisamos atualizar!)


2) 3 aninhos da minha formatura!! Peloamordedeus, se eu começar a pensar no tanto que minha vida mudou em 3 anos, em tudo o que aprendi, em todos os apertos que passei, e, principalmente, no quanto sou grata pelo alto nível da instituição onde estudei e por todas as portas que ela abriu pra mim, nem sei mensurar o quanto me emociono e sou feliz pela escolha que fiz ainda menininha lá em Erechim. Hoje tenho muito mais do que certeza que a Engenharia Química foi a escolha certa porque hoje ela é muito mais do que uma opção, é uma parte de mim, é o que me propiciou chegar onde estou hoje e é a base para o que eu pretendo ser no futuro.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

enfim, em casa

Gente, cheguei!
Ufa!
Nunca fiquei tão feliz no momento em que um avião tocou no solo como desta vez.

Foi tudo muito corrido: cheguei, resgatei minha mala com a minha colega, corri pra casa pra tomar um banho e pra finalizar fui assistir a aula de um curso em que estava inscrita! Estava pior que zumbi, mas fui igual...
Afffff
No fim do dia a pilha acabou e nem consegui ir no pilates...

Tudo bem, fazer o que?

Devagarinho vou colocando as fotos do passeio em Niagara Falls!

EU AMO MEU PAÍS!!!!

terça-feira, 16 de março de 2010

Passou e eu nem vi...

Fiz dois anos de RJ dia 10.
Parece que foi ontem.
Parece que já moro aqui há uma vida.

Retrospectiva em vinte e poucas fotos...






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