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domingo, 21 de abril de 2013

Há limite! (Mesmo?)

Existem acontecimentos na vida da gente que nos levam a refletir. Vivemos hoje em um mundo onde todos têm direito a tudo, de maneira irrestrita. Vivemos no mundo do politicamente correto. Se alguém levanta uma posição contrária a isso, é execrado publicamente. Imagine, que afronta tolher a liberdade de alguém. Na mídia não faltam exemplos da condenação pública ao qual são submetidos indivíduos que ousam pisar fora do quadrado. Quando há distanciamento da situação, ficamos logo cheios de opinião, achando um absurdo essa ou aquela postura. Mas quando acontece algo dentro do nosso mundo, fica muito mais difícil entender, se posicionar e opinar.

Foi este tipo de coisa que me fez pensar e pensar e pensar. Liberdade é algo muito amplo. Mas o que ecoa na minha cabeça neste momento é algo que as minhas professoras das séries iniciais repetiam muito: "a sua liberdade termina onde começa a liberdade do outro". Tão simples a ponto de uma criança de 6 anos ser capaz de entender. Tão esquecido a ponto de adultos cheios de si serem capazes de ignorar. O mundo do politicamente correto parece ser libertador, quando na verdade, em muitos aspectos, é claustrofóbico. Uma pessoa se sente no direito de invadir a minha vida, a minha liberdade,  mesmo que isso cause danos que nem ela própria poderia medir (será que não? Tenho dúvidas). E tudo isso, por quê? Porque ela estava no seu direito. Tem uma pessoa próxima que acredita que de tempos em tempos é necessário que haja uma ditadura, para que os direitos sejam suprimidos e as pessoas lutem por eles novamente, e se sintam satisfeitas, já que chega a um ponto em que começam a abusar do seu querer. Eu não sou tão radical, mas é fato que as pessoas vêm abusando dos seus direitos. E esquecendo dos seus deveres.

Raciocinando nesta linha, me sinto apta a exercer também os meus direitos. Tenho o direito a escolher quais pessoas farão parte da minha vida particular. No meu trabalho, nas aulas que frequento, não tenho esta opção. Mas na minha vida fora destes meios sociais impostos, eu tenho sim. Acredito que cheguei a um ponto na vida em que não pretendo mais expandir meu círculo de pessoas próximas. Ao contrário, é hora de restringir.

Além disso, eu tenho minhas dificuldades e limitações. O que eu quero dizer com isso? Que não tenho sangue de barata. As pessoas agora se acham no direito de tirar satisfações, de querer saber. De perceber que o chapéu se encaixa perfeitamente na sua cabeça, usá-lo e vir querer saber porque ele está servindo. E eu agora me acho no direito de ignorar, de não querer falar, de me calar. Outra coisa que eu venho aprendendo de maneiras muitas vezes dolorosas ao longo destes meus quase 28 anos, é a não ignorar minha intuição. Apesar de eu ser uma pessoa muito racional, tenho visto que ela é muito mais aguçada do que eu poderia imaginar. Usando outra frase que todo mundo escuta desde criancinha: "onde há fumaça, há fogo". Às vezes um foguinho ridículo, outras vezes um incêndio monumental. Mas sempre há. E eu já tive provas suficientes de que nunca, jamais, devo deixar de lado este meu 6º sentido.

Quer saber outra coisa que me tira do sério? Mentira. E não, eu não sou santa. Se eu já menti? Certeza que sim. A vida social de qualquer pessoa viraria um inferno se ela fosse sincera 100% do tempo. Quem nunca fingiu estar tudo bem quando estava tudo péssimo? Quem nunca disse "sua roupa tá ótima", quando não estava tão ótima assim? O que eu realmente acho é que mentira pode até ser o caminho mais curto. Mas nunca será o caminho mais barato. O preço que você paga por uma mentira pode estar muito além do que você previu no momento em que tomou a decisão de mentir. E quando você já foi exposto a mentiras que mudaram toda a sua vida ainda muito cedo, você cria um pavor, um pânico, uma aca.

E ainda tem mais: tem as pessoas que se escondem atrás da alcunha de "malucas", "surtadas", "sem noção" pra fazer o que bem entendem. Sobre isso apenas: foda-se. Esse tipo de desculpa não cola comigo. Você tem direito de ser uma pessoa maluca, eu tenho direito de te tirar da minha vida. Gente não é matemática, mas tem coisas que são mais fáceis de prever no comportamento de algumas pessoas do que o resultado de uma equação de 1º grau.

Então pra mim chega, chega de gente rasa, de gente que não me agrega nada. Pode parecer uma visão utilitarista, mas o que estou tentando fazer é simplificar a minha vida. Já bastam os problemas que eu realmente preciso enfrentar, não vou me expor a problemas eletivos.


PS: serviu o chapéu? Use e seja feliz. Ou ignore. Pode ficar puto(a) também. Mas não vem encher meu saco. Não vem querer saber o porquê ou pra quem. Se eu quisesse citar nomes, eu citaria, assim como não me furtei inúmeras vezes aqui neste blog.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Eu também morri um pouco ontem

Eu sei, eu sei... Todo mundo está falando sobre isso. Todo mundo já falou sobre isso. Mas o que me leva a escrever hoje é que eu não consigo parar de pensar em tudo o que aconteceu ontem, naquela tragédia sem fim em Santa Maria. Dizem que os gaúchos são muito arraigados e bairristas. Pode ser por isso sim. Essa raiz é muito forte, tanto pelo orgulho de ser gaúcha, como pela comoção pela tristeza que está assolando aquelas terras.

Mais do que isso, acho que eu (assim como todos que já foram universitários) olhei pra tudo o que aconteceu com olhos de "poderia ter sido comigo". Assim como minha mãe e meu pai  devem ter olhado com olhos de "poderia ter sido com minha filha". E é esta triste empatia que nos deixa ainda mais perplexos e paralisados. Quantas festas dessas eu não frequentei durante meus anos de faculdade? É muito triste, muito chocante e devastador. Ainda mais quando acontece com gente jovem, com tudo pela frente. É tanta injustiça. É tanta dor. Eles não estavam fazendo nada de errado ou de extraordinário. Estavam se divertindo e bebendo, como qualquer um de nós, nessa época que geralmente é marcada pelas amizades, pelas farras, pelas festas.

Eu me sinto muito tocada com todos estes fatos. Sequer consigo imaginar a dor destas famílias que perderam às vezes não um, mas dois filhos, primos, namorados. Perderam aqueles nas quais mais apostavam. O futuro.

Eu costumo acreditar que ninguém morre antes da hora, nem dura mais do que aquilo que deve durar. Mas em tragédias como estas eu me pergunto: será que era mesmo a hora de tanta gente, assim, ao mesmo tempo?

Eu sei também que estas tragédias servem pra todos nós, que continuamos neste mundo, colocarmos nossas vidas em perspectiva. E ver que tudo aquilo (ou boa parte) do que nos consome simplesmente não vale a pena. E ver o quão abençoados somos por acordarmos para mais um dia. Não acho que devemos viver num assombro de que este pode ser o último dia (apesar de que, ao menos uma vez, e, uma única vez, isso será verdade). Só acho que temos que fazer valer a pena a nossa passagem pela terra. Nem que seja ao menos para honrar a vida destes que se foram cedo demais e não tiveram a chance de escrever seu próprio destino.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Só que você foi embora cedo demais...

Há dias eu venho pensando em escrever aqui no blog, mas andava me faltando coragem. Eu sabia que no dia em que resolvesse escrever aqui seria impossível conter as lágrimas (e eu estava certa). Só que a vida tem dessas coisas (a minha tem várias dessas coisas) e de repente o corpo entra em pane e te obriga a parar. E te obriga a pensar em tudo. Te obriga a encarar. Então aqui estou eu.

Não faz nem duas semanas, está tudo ainda muito recente e doloroso ainda. Acredito que a maioria das pessoas que me conhecem sabem do que eu estou falando. Há poucos dias eu perdi um serzinho muito importante na minha vida, minha cã, a Carminha.

Foi trágico, foi repentino, foi desesperador, mas eu não quero falar aqui de como tudo aconteceu, até porque não é com essa imagem triste que eu vou lembrar do meu anjinho canino. Prefiro falar da nossa história e de tudo que eu senti e pude viver com ela nos poucos meses que ficamos juntas. E do que eu gostaria de "dizer" pra ela agora, porque, maluquice da minha cabeça, ou não, eu sinto ela aqui comigo ainda. Seria algo mais ou menos assim:


"Tudo começou aquele dia na Suipa, quando, no meio de um monte de cães saltadores, latidores, e pedindo desesperadamente "me adote", você apareceu de relance e se escondeu debaixo da bancada. Ali eu tive certeza: 'é ela!'. Você era a cãzinha mais tímida daquele canil, e seu olhar assustado só me deixava com mais vontade de te pegar no colo e te levar pra casa. Você já veio batizada, e, todo mundo abria um grande sorriso pro seu nome incomum 'Carminha'. Mas você tinha cara de Carminha e assim ficou.
Chegamos em casa, te dei um banho frio e você logo escolheu seu lugarzinho debaixo do sofá. Logo no primeiro dia sozinha você já fez sua primeira (e única) grande bagunça. Mas como ficar triste com você, tadinha, trancada numa cozinha o dia inteiro?
Foi aí que você mudou pra sacada e ficou muito mais tranquila e feliz, com sua nova casinha que foi seu porto seguro sempre.
E, olha Carminha, você era uma cãzinha difícil! Desconfiada... Foram 3 semanas até você confiar em mim, abanar seu rabão (que era quase maior que você!) e começar a me seguir pela casa. Mas depois disso, você virou minha "cãopanheirinha", ao ponto de, até hoje, eu sentir você se enroscando nas minhas pernas pela casa.
E o quanto você é querida por todo mundo? Não havia uma pessoa que não se encantasse com sua carinha de cão sem dono, aquele olharzinho de baixo com as orelhinhas pra trás. Todo mundo que conheceu e conviveu com você se apaixonou pelo seu temperamento assustado, que depois de um tempo virava denguinho.
Aliás, seu denguinho rende um capítulo a parte! Meu Deus, que cã mais dengosa, você era. Vinha toda rebolativa de manhã cedinho, ainda meio dormindo, e quando eu chegava pertinho, você já se virava pra eu acariciar sua barriguinha rosada. Depois eu ia pro banho, você me esperava deitada na porta do banheiro. E quando eu ia pro quarto (onde você, muito obediente, nunca entrava, só quando era convidada), você ficava ali rebolando e ganindo como quem diz 'Mamãe, você tá demoraaaando!'.
Mas a maior alegria de todas era chegar em casa, e fazer a nossa festinha canina! A gente rolava no chão, corria pelo apartamento, você subia em cima de mim e me lambia o rosto. Isso quando não me dava uma patada que fazia meu óculos voar! Esse era o nosso momento, só meu e seu.
Outra felicidade imensa era levar você pra passear no aterro. Você ficava toda serelepe e faceira, porque lá era o seu quintal. Ah, e quando você ganhou sua toquinha? Eu fiquei morrendo de ciúmes, porque achava que você amava mais sua toca que eu (e me desfazer da sua toquinha foi a parte mais difícil...).
Às vezes eu pensava no quanto você me achava besta por te colocar um sem número de apelidos, todos sem sentido: Bizunga, Bizulunga, Buzunguinha, Rabocóptero, Bizunguitos sabor canino (?), Dengulosa, e por aí vai...
Olha, meu anjinho canino, eu espero que você tenha tido uma vida feliz comigo. Espero ter te dado dignidade e tranqulidade. Porque quando eu te adotei, foi pensando em fazer um bem pra você. Mas o que eu não sabia é que estava fazendo um bem muito maior pra mim. Te ter na minha vida, ainda que por tão pouco tempo, foi uma lição e tanto.
Você dependia inteiramente de mim, e foi a primeira vez em que vivi uma relação assim. E eu sempre quis te dar o melhor de mim, ser uma mãezona, ainda que não te deixasse subir no sofá ou entrar no meu quarto. (Aliás, queria que você soubesse, ainda que seja tarde demais, que, enquanto você estava lá na clínica lutando pra viver, eu prometi que se você não fosse embora eu te deixaria subir no sofá. E entrar no meu quarto. E subir na minha cama. E dormir comigo. Por favor me perdoe, eu sei que eu devia ter feito tudo isso enquanto eu tive a chance)
Minha buzunga, me desculpe se não fui a melhor mãe-de-canino do mundo, se te deixei sozinha em casa enquanto eu trabalhava. Mas eu tenho a certeza de que te dei o maior amor do mundo, mas, muito mais do que isso, eu aprendi o que é o amor puro, aquele que não exige nada em troca. E esse foi você quem me deu.
Muito obrigada por tudo.
Vai em paz."


"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais..."




Fomos felizes. Minha cã e eu.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

You can't always get what you want

"Eu não posso entender
Essa vida tão injusta
Não vou fingir que já parou de doer
Mas um dia isso vai se acabar

Eu não consigo me convencer
Que essa vida não foi injusta
Tanta falta me faz você
Queria ver você lá em casa"

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Devaneios

Quando eu disse que ia me atirar do penhasco
Você disse que estaria lá embaixo pra me segurar.
Eu pulei.
Mas você nao estava preparado pro impacto
E me derrubou no chão.

Se eu morri?
Ainda nao sei.
Depende de você.
Vai me deixar aqui?

Só o tempo vai dizer

sábado, 28 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

Every new beginning comes from some other beginning's end

Depois de sonhar tantos anos,
De fazer tantos planos
De um futuro pra nós
Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos como tantos casais
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também

(...)
Quero que você seja melhor
Hei de ser melhor também

Nós dois
Já tivemos momentos
Mas passou nosso tempo
Não podemos negar
Foi bom
Nós fizemos histórias
Pra ficar na memória
E nos acompanhar
Quero que você viva sem mim
Eu vou conseguir também

(...)
Quero que você seja feliz
Hei de ser feliz também
Depois

(Marisa Monte)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Nobody's perfect, trust me I've learned it


One And Only



You've been on my mind
I grow fonder every day
Lose myself in time
Just thinking of your face

God only knows why it's taken me so long to let my doubts go
You're the only one that I want
I don't know why I'm scared
I've been here before
Every feeling, every word
I've imagined it all
You'll never know if you never try
To forgive your past and simply be mine

I dare you to let me be your, your one and only
Promise I'm worth it
To hold in your arms
So come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts

If I've been on your mind
You hang on every word I say
Lose yourself in time
At the mention of my name
Will I ever know how it feels to hold you close
And have you tell me whichever road I choose, you'll go?

I don't know why I'm scared
'Cause I've been here before
Every feeling, every word
I've imagined it all
You'll never know if you never try
To forgive your past and simply be mine

I dare you to let me be your, your one and only
I promise I'm worth it
To hold in your arms
So come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts

I know it ain't easy giving up your heart
I know it ain't easy giving up your heart
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it
Nobody's pefect
(I know it ain't easy giving up your heart)
Trust me I've learned it

So I dare you to let me be your, your one and only
I promise I'm worth it
To hold in your arms
So come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts
Come on and give me a chance
To prove I am the one who can walk that mile
Until the end starts

sábado, 7 de janeiro de 2012

Até o mundo acabar

Tem dias em que eu sinto medo. Eu acordo e algo lá dentro já está errado. Incômodo. Inquieto.
Fico quieta no meu canto e procuro me distrair com qualquer coisa que seja fácil, de compras no shopping a site de fofocas.
Mas um momento em que eu me perca da distração e volte pro mundo é suficiente. Tudo aquilo que estava lá paradinho, devidamente calmo, sobe para a superfície.
E quem transborda sou eu. É por isso que eu sinto medo. Medo de começar a chorar e não conseguir mais parar. De dar vazão a tudo o que eu engoli seco porque eu não nunca pude deixar a peteca cair.
Eu volta e meia me pergunto: e se eu deixasse a peteca cair? E se eu chutasse o balde, mandasse meio mundo à merda e realmente botasse pra fora tudo o que está me apertando o peito? Será que alguém morreria por causa disso? Será que eu morreria por causa disso?
Acho que não. Mas me falta coragem. E eu fico aqui, covarde, vendo a vida passar, chorando um pouco, levando a vida outro pouco.
  Eu queria dizer muita coisa, mas paro por aqui, um pouco por medo, um pouco por prudência. Deixo o Nando Reis terminar pra mim...

Update:


De Janeiro A Janeiro
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um dia de cada vez

Saudade de escrever aqui...
Saudades de muitas coisas.

 Nessas horas lembro dos meus amigos de tantos anos, Page e Plant:
"Sometimes I grow so tired
But I know I've got one thing I got to do"

 Mente cansada, corpo cansado.
1 mês pras férias. Contagem regressiva.
Queridos leitores fiéis, estou cansada, esgotada.
Mas vou levando, vivendo (ou sobrevivendo).
Um dia de cada vez.

domingo, 25 de setembro de 2011

Saudade da minha pretinha...

Essa semana a primavera começou. E a cada primavera que começar eu sempre vou lembrar da minha pretinha serelepe, que se foi há um ano.

Saudade daquele jeito destrambelhado
Saudade de correr pelo pátio com ela atrás de mim, orelhas balançando
Saudade de ouvir aquele grunhido que ela fazia quando ganhava carinho na barriguinha
Saudade do olhar pidão
Saudade da festa que ela fazia pra mim, não importando quanto tempo eu ficasse fora



Um bichinho é mais do que parte da nossa família, ele é parte da nossa vida. Quando ele se vai, a gente vai um pouquinho com ele. Obrigada, Kuki, por me ensinar o que é amar sem exigir nada em troca.

domingo, 18 de setembro de 2011

Garota TPM

Não sei se eu já comentei aqui no blog, porque na verdade minha intenção era nem comentar nada sobre isso, mas eu estou fazendo um supertratamento pra minha pele. Eu planejava nem comentar por diversos motivos, que começavam por “it’s not a big deal” e passavam por “vai ser rápido”. Porém esta coisa toda está tomando uma proporção na minha vida que eu realmente não imaginava. E, por toda essa relevência que eu resolvi falar aqui. Tudo começou na minha adolescência (hahaha tá, é brincadeira, não vou voltar tãããão lá atrás). Mas enfim, sempre fui uma adolescente com espinhas. E aí que o tempo passou, mas a adolescência não. Mas eu sempre ia levando, fazendo um tratamento tópico aqui e outro ali, usando muita maquiagem, e levando a vida. Porém, esse ano as coisas mudaram. Muito provavelmente ligado ao stress (leia-se “mestrado”) minha pele piorou MUITO. Mas MUITO! E eu fique achando que esse aspecto não combinava com uma mulher de 26 anos. Enfim, adolescência não cabe mais no meu contexto. Se eu andasse por aí de calça jeans e all star, talvez as espinhas me ajudassem a esconder a idade. Mas não é o caso. Não mesmo.

Então nas férias procurei uma dermato (indicação do meu amigo João) e iniciei um tratamento. O plano era tomar tetraciclina, usar uns produtos e fazer umas sessões de peeling e laser. Mas tetraciclina é antibiótico, e eu tenho uma péssima relação com antibióticos. Na metade do primeiro mês de tratamento eu já estava amargamente arrependida, tamanhos os problemas que o remédio me causava. Nisso a médica sempre me cantando para tomar o famigerado Roacutan. E eu relutante. Mas o Roacutan tem um chamariz e tanto: promete acabar com o problema, e não amenizar... Conversei com amigos que já tomaram, pesquisei na internet, e decidi: vou tomar Roacutan! Nisso, já se passou 1 mês e meio (de um total de cerca de 3 meses de tratamento). E conforme o tempo vai passando, eu vou descobrindo as várias caras desse remédio. Tem uma amiga que também está tomando agora. Ela me disse outro dia que está tão feliz com a melhora que nem liga pros efeitos colaterais. A minha história é bem outra. Sempre é.


Tudo começa feliz, primeiro efeito é boca ressecada e nada mais. Mas aí vem a fase de “expulsar” a porcaria toda da sua cara. E aí apareceram umas espinhas bizarras, umas por cima das outras, enfim, um quadro mais bizarro do que quando eu procurei tratamento médico. Nem precisa dizer que dá um desânimo FDP, uma vontade de largar tudo logo de cara. Os amigos, na melhor das intenções, sempre vêm falar que “não está assim tão ruim”, que “eu conheço uma pessoa eu tomou, é assim mesmo, depois passa”. Mas a realidade é que você se sente a última das criaturas, com a cara pipocada de espinhas e a auto estima arrastando pelo chão. Depois disso começou uma miscelânea de coisas, boas e ruins. A pele começou a secar e as espinhas também, apesar de continuar tendo algumas espinhas. Mas não posso negar a maravilhosa sensação de chegar no final do dia com a pele brilhando como uma pessoa normal, e não com óleo suficiente para fritar um ovo! A pela resseca a ponto de descamar um pouco, o que é totalmente inédito para uma pessoa que sofre com espinhas desde sempre. Fora isso a pele está ficando bem branquinha (sim, é possível ficar mais branca do que eu já era).

Por outro lado, tem os efeitos colaterais bizarros. Aliás, ler a bula do remédio já é uma experiência bizarra! Você descobre que pode ter qualquer coisa tomando Roacutan. Eu já to numas de bater o dedinho do pé no canto da parede e achar que é culpa do Roacutan! Tomar este remedinho exige uma série de cuidados, porque ele é muito forte para o fígado. Por isso a dieta durante o tratamento tem que ser com o mínimo de gordura e sem álcool (como lidar com idas aos bares com os amigos, resistindo ao chopp e às batatinhas?). E não pode engravidar DE JEITO NENHUM porque é certo que haverá má formação do feto. Por causa dessas coisinhas light é necessário fazer exames de sangue todo mês. E logo de cara tomei um soco na boca do estômago vendo meu colesterol ir de 150 pra 201 em 1 mês (sim, o limite saudável é 200...). Mas depois do fim do tratamento tudo tende a voltar para o normal, espero...

Mas de todos os efeitos, o que está realmente incomodando de verdade é a sensação de TPM 24x7. Sim, virei a TPM girl... E, como as meninas sabem, a TPM tem variações (ou requintes de crueldade). Por exemplo: às vezes dá um ódio mortal de tudo e de todos, outras vezes tem a versão chorosa "ninguém me ama, ninguém me quer". O problema todo é que o Roacutan me faz passar por estes ciclos de humor várias vezes por dia, o que me faz parecer uma pessoa bipolar de TPM! (sim, porque também tem os momentos de extrema euforia).

Então funciona assim: "meu Deus, que dia lindo, a vida é bela, o mundo é perfeito". Quinze minutos depois: "ahhhh não faz sentido, nada faz sentido, porque eu tô aqui nesse mundo???". Quinze minutos depois: "ninguém me ama, eu sou feia, tô gorda". Quinze minutos depois: "porque está todo mundo tentando me irritar????? É uma conspiração? Estão todos unidos pra me tirar do sério hoje?" e por aí vai...

Nada fácil, nada fácil...

Estou com muito medo de afastar pessoas queridas, porque não tá fácil acompanhar todas essas variações. Então amigos, saibam desde já: se eu largar as patas em alguém, não é nada pessoal, é o Roacutan falando!

Espero que valha a pena e que as espinhas me larguem de uma vez por todas!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ana Luiza virou uma estrelinha no céu


Acabei de saber que a Ana Luiza (falei dela aqui, lembram?) faleceu hoje...

Fiquei muito triste com a notícia, pois, apesar de ela não ser da minha família ou de eu sequer conhecê-la pessoalmente, sei que ela foi uma menina muito guerreira e um exemplo de coragem. É sempre muito difícil enfrentar a morte de uma criança sem achar que este mundo está do avesso, que a injustiça é demais, que esses pais não mereciam passar por isso.

Mas ninguém disse que o mundo era justo...

Ela também é um símbolo de que no mundo do twitter não tem só gente à toa, e foi capaz de uma mobilização ímpar em torno de uma causa real, que exigiu que as pessoas saíssem da frente dos seus computadores e fizessem o bem, não só pra Ana Luíza, mas pra muita gente.

Eu sei que palavras agora não adiantam de nada, mas estou aqui mandando minhas melhores energias para que os pais, avós, familiares e amigos dessa princesinha consigam superar a dor da perda. Agora ela virou uma estrelinha e foi pra um lugar sem doença e sem dor.

(se você não conhece a história da Ana Luiza, leia o blog da mãe dela, o vidAnormal, que também está ali nos meus Blogs Queridos)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

El cabelón

Não sei nem como e nem porque, mas comecei a revirar umas fotos aqui no computador e aí que começou a me bater um arrependimento daqueles........

Eu sei, eu sei, temos diferentes fases na vida, mas, PQP, que saudade do meu cabelão!!!!!!!
Aiiiii será que demora muito pra crescer de novo?????


Vou ali cortar os pulsos e já volto

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

What about now?



É engraçado como as coisas acontecem na vida da gente. Finalmente consegui começar a ler o livro que minha irmã me deu de aniversário - Comer, Rezar, Amar, da Liz Gilbert.

Pra quem não sabe do que trata o livro (em que mundo você vive?) é sobre uma viagem de um ano que a autora fez para Itália, Índia e Bali. E em cada um destes lugares ela viveu intensamente uma experiência diferente.

Eis que estou tentando ler este livro desde abril e sempre algum fato urgente-urgentíssimo me impedia... Primeiro foi a compra e a pintura do apartamento, depois foi a preparação pra prova da ANPAD...

Ontem cheguei na parte da Índia, e, olha, nada mais a calhar do que ler isto diante de tudo o que anda acontecendo. Um trechinho em especial me tocou muito, e por isso, transcrevo abaixo:
"Relaxar, obviamente, é uma empreitada assustadora para aqueles de nós que acreditam que o mundo só gira porque tem uma alavanca em cima que nós mesmos giramos e que, se largássemos essa alavanca por um instante que fosse, bem - seria o fim do universo. (...) Fique sentada bem quietinha agora e ponha um fim à sua participação incessante. Veja o que acontece. No final das contas, os pássaros não despencam mortos do céu no meio do vôo. As árvores não murcham nem morrem, os rios não se enchem de sangue rubro. A vida continua. Até mesmo o serviço de correio italiano prossegue na sua marcha trôpega tocando sua vida sem você - o que lhe dá tanta certeza de que seu microgerenciamento de cada instante deste mundo é tão essencial? Por que você não esquece isso?"

Estou cansada, estressada, triste e esgotada. Mesmo com toda minha ânsia de controlar tudo, de antecipar o futuro eu não consegui evitar que coisas chatas e tristes acontecessem. O controle escorreu pelos meus dedos, e, desde então, tenho tido tantos choques de realidade que eu nem ouso começar a contar pra não ter que reviver tudo mais uma vez. Estou descobrindo a um só tempo que, quando viramos gente grande, coisas que antes só aconteciam com os outros começam a acontecer conosco. E não estou falando das coisas legais.

Em dias como hoje eu sinto a esperança indo embora. Falo isso porque não sei viver de aparências, sou transparente e não sei ser diferente. Mas o mundo está me pressionando a mudar, e eu estou cansada. Vale a pena o desgaste? Até quando eu vou conseguir relutar e relutar? Até quando a minha indignação vai garantir que eu mantenha minha opiniões e posições?

Por enquanto eu só tenho as perguntas. Vou tentar lembrar do que minha amiga Samantha vive me dizendo, que é também do que trata o trecho acima:


"viva o momento presente...

... e nunca esqueça de respirar".


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Kuki: Mais uma estrela no céu dos cachorros

Olha, vou te contar, ultimamente não tá fácil...

Há mais ou menos 2 anos eu tive que me despedir (aqui) de um pequeno ser. Daquela vez eu até comentei sobre o fato de que só quem tem/ama os bichinhos sabe a barra que é ter que se despedir deles, porque, afinal de contas, desde o início a gente sabe que, em geral, a vida deles é mais curta que a nossa...

Pois é, hoje eu tenho que vir aqui de novo pra dizer que, mais uma vez, estou passando por este momento dolorido de perder um bichinho amado... Dessa vez quem foi embora foi a minha Kuki, minha cocker preta tão estabanada.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

E=mc²

Concordo com Einstein. O tempo é relativo.
Veja só: entre 2008 e 2009 Zeca e eu passamos 13 meses longe um do outro, com somente alguns finais de semana e feriados de exceção. E sobrevivemos a isso. Afinal, dizem que somos capazes de ampla adaptação.
Pois bem. Eis que ele viajou no sábado e só volta no próximo domingo e eu estou aqui sofrendo de uma solidão miserável, achando uma falta de graça no mundo. Como é que pode uma coisa dessas?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cala-te boca

Hoje estou aflita.
E vou dormir aflita. A minha aflição só vai se resolver amanhã no fim da tarde.

Ou não.

Explico: tá vendo a foto do post aí embaixo, do temporal se formando em Porto Alegre?
É, eu disse que não sentia saudade, mas isso não me faz estar livre dos caprichos do clima.

Estava eu feliz e contente com minha querida bicicletinha guerreira hoje no final da tarde indo pela ciclovia, quando o que era algumas inofensivas nuvens se tornou escuridão, e o temporal se anunciou.
Eu já estava quase no Leblon (há uns 6 km de casa) quando a coisa começou a inviabilizar. As rajadas de vento jogavam areia sem dó nem piedade (que o digam minhas lentes de contato, que ficaram inutilizadas).
Corri pra dentro do bairro, um pouco de bicicleta, um pouco empurrando. Tive que ficar um tempo na entrada de um prédio, pra fugir do vento que atirava coisas e jogava areia.
Entre uma rajada e outra, consegui prender minha bici num bicicletário e correr pra dentro de um shopping...

E o temporal veio...
E continuou...
E continuou...

E foi ficando tarde...

E eu tive que abandonar minha bicicleta lá e pegar um táxi, antes de ficar com uma bela gripe.

Ai que aflição.

Pois é, estou no Rio de Janeiro e minha bicicleta vai passar a madrugada toda e todo o dia amanhã amarrada a um frágil bicicletário de rua...
Espero encontrá-la amanhã lá no mesmo lugar onde eu deixei, apesar de que meu lado racional grita que eu estou no Rio de Janeiro, o que torna isso muito improvável.

Parece bobagem, mas to triste e aflita...

Espero voltar com boas notícias.

domingo, 7 de junho de 2009

So sad

Hoje foi um dia muito triste.
Perdi meu tio e padrinho.

Ele se foi muito rápido... É sempre assim.

Uma foto em família, pra lembrar de momentos felizes

E eu aqui sofrendo um dos pesares da distância...

Força tia Nair, Rafa e Marcelo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Sinais de vida

Queridos amigos,

Realmente a coisa ontem foi completamente surreal, ficção mesmo.
Eu permaneci trancada no banheiro até umas 2h da manhã. Mas como não estava mais aguentando ficar lá na cadeira de praia, tomei coragem e montei acampamento no corredor, onde pude deitar e dormi umas 4h...

Vocês podem conferir clicando aqui e lendo o que outras pessoas comuns como eu falaram sobre o que viveram ontem.

Por enquanto estou digerindo...
Não tive coragem de permanecer em casa. Hoje de manhã arrumei minha mala e vim para a casa de um amigo, onde ficarei até sexta.

Agora sou uma refugiada.

Refugiada de uma guerra velada. Sem poder ir para a minha casa.
Sem ter coragem de pisar em Copacabana.
Domingo de noite voltarei pra casa (vou pra Porto no final de semana). E só de pensar nisso já tenho calafrios. Mas a vida segue, e preciso voltar para lá.

Algumas coisas me acalmam: saber que em breve estarei de mudança é uma delas.
Uma coisa me deixa confusa, não sei se é bom ou ruim: hoje a polícia anunciou que vai manter a ocupação no morro por tempo indeterminado.

Bom, seja o que for, pelo menos acho que hoje vou dormir uma noite inteira e tranquila. Estou exausta...

Gostaria de agradecer a todos que, de alguma forma, me deram força nestes momentos de terror que eu vivi.
Àqueles que demonstraram, ligaram, aos que fizeram pensamento positivo, aos que rezaram, aos que ficaram me entretendo no MSN pra que eu pudesse desviar o pensamento.
Aos que ofereceram suas casas e minutos de conforto ao telefone.

Muito obrigada, de coração.
Apesar de ter enfrentado aquela noite de terror sozinha em casa, vi que não estava desamparada.

Também quero agradecer a minha família, e ao mesmo tempo me desculpar por ter causado tamanha preocupação. Eu juro que vou fazer o que estiver ao meu alcance para reduzir o risco de fazê-los passar novamente por esse suplício.

Agora eu acho que estou com os sentimentos embaralhados.
Quando lembro dos detalhes, sinto vontade de chorar, e me pergunto como consegui atravessar a noite mesmo com toda aquela tensão psicológica...
Realmente somos capazes de coisas incríveis quando levados ao extremo.

Estou muito cansada, e espero não ficar revivendo tudo ao fechar os olhos para dormir.

Por favor, se não for pedir demais, continuem rezando por mim...
Estou realmente precisando de muita força.

Porque muitos cariocas me disseram hoje que eu tinha que me acostumar com isso, que era normal.

Desculpem, isso NÃO É NORMAL. EU NÃO VOU ME ACOSTUMAR.
E estou chocada, abalada, traumatizada.

Eu ainda nem comentei nada sobre o fim das minhas atividades de cenpro. Mas agora não tô com cabeça. Preciso dormir, de verdade...
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