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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Bem-vindos de volta. Bem-vinda de volta

Voltei!

“Mas assim, sem mais, sem dar uma satisfação? Fica quase dois anos sem postar nada e agora volta assim?”

Sim!

Nos últimos tempos quem me acompanha sabe que eu vinha postando sobre vida saudável e receitas no Saudando. Mas agora eu voltei aqui pro meu cantinho, que nunca deixou de ser meu e de vocês. Me perdoem a ausência, meus amados meia dúzia de leitores fiéis. Aliás, foi um e-mail de uma das minhas leitoras mais queridas e assíduas que me fez repensar e reabrir este espaço aqui.

Vou puxar alguns posts do Saudando pra cá pra me ajudar a contar um pedaço da história que ficou por lá neste período. E, a partir de hoje, sem compromisso nenhum com regularidade, mas com algum compromisso com a qualidade, espero vocês aqui, com um chimarrão, um café, um coco gelado. Eventualmente postarei receitas também. Logo vou postar aqui as minhas preferidas.

Bem-vindos de volta. Bem-vinda de volta.

E vamos que vamos! Que tal começar do recomeço?
Escolhi este momento para retomar minha veia blogueira e esta escolha não se deu ao acaso. Esta foi uma semana de datas importantes pra mim. Dia 18/05 fez 12 anos que eu saí da casa da minha mãe pra ganhar o mundo. E ontem, dia 21, fez um ano que eu resolvi mudar radicalmente a minha vida e cuidar mais de mim, da minha saúde, da minha cabeça e do meu corpo.

Mesmo com todas as reviravoltas da vida em 365 dias (que não foram poucas, porque se tem uma coisa que não falta na minha vida, é emoção), eu segui firme neste caminho que hoje já considero um estilo de vida e uma escolha natural. O aprendizado foi e continua sendo muito grande, assim como a evolução e os resultados.
Hoje eu agradeço, sim, ter começado há um ano. Hoje eu agradeço aquele bendito sanduíche que comi no aeroporto de Campinas, cheio de maionese, e agradeço por ter passado mal. Agradeço aquele dia de molho em casa que me fez repensar e rever tudo, todas as escolhas que eu estava fazendo conscientemente, ou não, naquele momento.

Tive fases boas e ruins. Fáceis, difíceis e muito difíceis.

Mas hoje, quando um obstáculo se apresenta, eu sei que a comida não é a solução e nem a resposta. Mesmo quando o controle me foge um pouco, consigo retomar rapidamente o equilíbrio. E agora já me permito umas escapadelas conscientes, sempre buscando que seja algo feliz e prazeroso, e não carregado de culpa. Acho que estou me saindo bem.

Além disso, tem minha queridinha, meu divã, minha amiga e conselheira. A corrida. Eu caí feio e aprendi muito sobre meus próprios limites com ela. Mas, no momento em que mais precisei, ela foi a minha grande companheira. Ela não me deixou desistir de mim. Quando eu achava que não ia ter forças e nem cabeça pra nada, eu simplesmente saía pra correr. Virada, chorando, sem esperança, com o peito doente. Eu simplesmente corria. E hoje estou aqui, um ano depois, genuinamente grata  por ter começado isso tudo, grata pelas alegrias, pelos resultados e também por todas as dificuldades que passei, pois foram elas que me mostraram que eu sou forte o suficiente para passar por tudo sem desistir do mais importante.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dia de fúria


Hoje não.

Eu tenho plena consciência de que hoje eu posso estar sofrendo agudamente da ação dos meus hormônios sobre meu humor e minha percepção (vejam, poderia ser pior: eu poderia estar grávida), mas hoje, sim, justamente hoje, decretei que não dá mais.

Se isso me alivia? Não, não me alivia, porque os problemas todos continuarão lá, amanhã – ou hoje ainda, não me deixando dormir ou perturbando meu sono – esperando para serem resolvidos. Acontece que agora eu e meus hormônios destemperados atingimos um limiar. O limiar do “não aguento mais”, do “fundo do poço”, do “saco cheio”.

Sim, problemas existem, todo mundo enfrenta e dizem que não existe felicidade, apenas momentos felizes, e bla bla bla, mas eu acho que deveria haver algum tipo de limite praquilo que a pessoa pode aturar em um mês, ou em uma semana. Uma espécie de cota de perrengue (não tá na moda cota pra tudo? Acho que vou criar minha própria marcha em prol dessas cotas. All in). Várias pessoas me disseram que ninguém recebe um fardo maior do que consegue carregar. Sabe o que eu tenho a dizer a essas pessoas?

BULLSHIT!

Desde quando existe comunismo que funcione? Vai funcionar na divisão de problemas que eu sou capaz de resolver ao mesmo tempo? E quem é capaz de saber se eu tenho musculatura pra absorver tudo isso e mais um pouco? Então se cada um sabe da sua vida, e da minha sei eu, e eu estou falando algo muito, muito sério: CANSEI DESSA MERDA TODA!

Isso sem contar com a cereja do bolo: as pessoas que aparecem (e as que já estavam lá, mas resolvem oportunamente se manifestar nesse momento) com fatos e argumentos e histórias nada razoáveis. Pior aquelas que, além disso tudo, ainda querem me convencer de que não é nada. Não é nada? Então vem aqui, segura minha onda, assume o meu trabalho, escreve minha dissertação do mestrado, paga as minhas contas, tudo isso sem documentos, sem cartões, se recuperando de uma crise de asma, com o pé nas costas, assoviando e chupando cana!!

Em suma:
- preciso levar minha vida adiante, resolver as coisas, porque de mim ninguém tem peninha nem dá desconto;
- eu vou fazer o que tiver que ser feito, o mundo gostando disso ou não;
- se eu não puder, não vou esperar por ninguém;
- se você não vai me ajudar, então faz o favor de não ficar no meu caminho feito um peso de papel.

Quer que eu desenhe? Lá vai: na minha vida, eu preciso muito mais do que gente de boa vontade. Eu preciso de gente com ATITUDE. Senão caímos ad infinitum naquele papo de eu ser um rolo compressor – ou um “trator”, como carinhosamente já fui chamada. Eu não sou nada disso, eu só estou tentando resolver as minhas coisas e cuidar dos meus interesses, porque isso ninguém faz por mim.

Got it?

Ah, e antes que alguém queira ficar ofendidinho, esse desabafo não é indireta pra ninguém específico. Mas se te serviu o chapéu, faça bom uso dele.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fora da área de cobertura

Há muito tempo que eu não venho neste blog pra falar de coisas boas, de acontecimentos felizes, com aqueles posts deliciosos recheados de fotos. Sem me lamuriar, sem reclamar, só achando tudo lindo e tal. Realmente, o final de 2011 e o início de 2012 não foram fáceis. Mas, com um pouco de paciência, as estrelas se alinharam e eu venho aqui de novo trazer luz e alegria, que é isso que vocês querem ver, não é mesmo?

Pois então, há alguns dias rolou um final de semana totalmente fora da área de cobertura. Em Visconde de Mauá, já ouviram falar? Serra do RJ, divisa com MG. Na verdade Mauá (para os íntimos) é onde o asfalto termina... hehehe Ficamos hospedados em Maromba, que é um vilarejo bem pequeno. E o "agito" (se é que dá pra chamar assim) acontece em Maringá, no meio do caminho entre Mauá e Maromba. Vamos com fotos que fica tudo mais colorido!

Ficamos numa pousada chamada Brilho da Natureza. Suuuuuper gostosa. Ah, claro que não se pode ter tudo e o último quilômetro de estrada (de chão) pra chegar na pousada é SOFRÍVEL! Sério, chegamos lá mais de meia noite, e haja paciência pra passar pelas pedras a 2 km/h. Mas lá foi tudo excelente. Do chalé na beira do rio, com vista totalmente privativa, até o café da manhã caseiro e quentinho, nenhuma reclamação...



No sábado, céu de brigadeiro, e lá fomos nós conhecer a maior atração da região, a cachoeira do escorrega. Dava pra ir a pé da pousada. Olha, eu não tive coragem de descer de bunda. O Zeca foi. Comentário: água gelaaaaaaaaaadaaaaaaaaaaaaa!!!


Segunda parada e, sem dúvida, a coisa mais legal que fizemos por lá: poção de 7 metros!!! Por que o nome?? Porque você pode se atirar de uma pedra que fica a 7 metros do nível da água! Se nós pulamos?? Sim ou com certeza?? Duas vezes cada um!! Muita adrenalina!

Primeiro foi o Zeca


E depois eu!



De lá fomos (tudo a pé) pra cachoeira véu de noiva (todo lugar com cachoeiras tem uma com esse nome, deve ser uma lei, ou sei lá...)


À noite, o legal é ir pra Maringá. Tem várias lojinhas e restaurantes super aconchegantes. Nas duas noites jantamos no restaurante Borbulha, que é todo temático de música, e eles inclusive tem um "museu do LP" lá. Trilha sonora excelente, comida melhor ainda. Na segunda noite, inclusive, o chef veio falar conosco e sugerir os pratos. Muito atencioso. Provamos o prato obrigatório da região: truta!


No dia seguinte pegamos o carro pra ir até a cachoeira do Alcantilado. Mais um trechinho de estrada de chão não muito bom... É uma propriedade particular com 9 cachoeiras. A trilha começa em uns 1200 m de altitude e termina em 1500 m. E são 1,5 km de caminhada. A trilha foi um pouco puxada pra mim (pra eu achar fácil tem que ser trilha for dummies). E 6 das 9 cachoeiras ficam na primeira metade da caminhada. Depois você caminha, caminha, caminha (e a subida é beeeem íngreme) pra achar o tesouro da tal cachoeira do alcantilado. Bem bonito mesmo, fiquei feliz de conseguir subir (e, principalmente, descer, porque meu joelho problemático é do tipo que dói na descida).


Foi tudo delicioso, dias lindos, calor de dia, friozinho à noite. Faria tudo de novo dez vezes (principalmente e poção de 7 metros!). E, pra quem me conhece um pouco, sabe que eu sou muuuuito urbana e não sou muito chegada a comer peixe. Pois é, fui pro meio do mato, comi truta e adorei. As pessoas mudam! (que bom)


domingo, 18 de setembro de 2011

Garota TPM

Não sei se eu já comentei aqui no blog, porque na verdade minha intenção era nem comentar nada sobre isso, mas eu estou fazendo um supertratamento pra minha pele. Eu planejava nem comentar por diversos motivos, que começavam por “it’s not a big deal” e passavam por “vai ser rápido”. Porém esta coisa toda está tomando uma proporção na minha vida que eu realmente não imaginava. E, por toda essa relevência que eu resolvi falar aqui. Tudo começou na minha adolescência (hahaha tá, é brincadeira, não vou voltar tãããão lá atrás). Mas enfim, sempre fui uma adolescente com espinhas. E aí que o tempo passou, mas a adolescência não. Mas eu sempre ia levando, fazendo um tratamento tópico aqui e outro ali, usando muita maquiagem, e levando a vida. Porém, esse ano as coisas mudaram. Muito provavelmente ligado ao stress (leia-se “mestrado”) minha pele piorou MUITO. Mas MUITO! E eu fique achando que esse aspecto não combinava com uma mulher de 26 anos. Enfim, adolescência não cabe mais no meu contexto. Se eu andasse por aí de calça jeans e all star, talvez as espinhas me ajudassem a esconder a idade. Mas não é o caso. Não mesmo.

Então nas férias procurei uma dermato (indicação do meu amigo João) e iniciei um tratamento. O plano era tomar tetraciclina, usar uns produtos e fazer umas sessões de peeling e laser. Mas tetraciclina é antibiótico, e eu tenho uma péssima relação com antibióticos. Na metade do primeiro mês de tratamento eu já estava amargamente arrependida, tamanhos os problemas que o remédio me causava. Nisso a médica sempre me cantando para tomar o famigerado Roacutan. E eu relutante. Mas o Roacutan tem um chamariz e tanto: promete acabar com o problema, e não amenizar... Conversei com amigos que já tomaram, pesquisei na internet, e decidi: vou tomar Roacutan! Nisso, já se passou 1 mês e meio (de um total de cerca de 3 meses de tratamento). E conforme o tempo vai passando, eu vou descobrindo as várias caras desse remédio. Tem uma amiga que também está tomando agora. Ela me disse outro dia que está tão feliz com a melhora que nem liga pros efeitos colaterais. A minha história é bem outra. Sempre é.


Tudo começa feliz, primeiro efeito é boca ressecada e nada mais. Mas aí vem a fase de “expulsar” a porcaria toda da sua cara. E aí apareceram umas espinhas bizarras, umas por cima das outras, enfim, um quadro mais bizarro do que quando eu procurei tratamento médico. Nem precisa dizer que dá um desânimo FDP, uma vontade de largar tudo logo de cara. Os amigos, na melhor das intenções, sempre vêm falar que “não está assim tão ruim”, que “eu conheço uma pessoa eu tomou, é assim mesmo, depois passa”. Mas a realidade é que você se sente a última das criaturas, com a cara pipocada de espinhas e a auto estima arrastando pelo chão. Depois disso começou uma miscelânea de coisas, boas e ruins. A pele começou a secar e as espinhas também, apesar de continuar tendo algumas espinhas. Mas não posso negar a maravilhosa sensação de chegar no final do dia com a pele brilhando como uma pessoa normal, e não com óleo suficiente para fritar um ovo! A pela resseca a ponto de descamar um pouco, o que é totalmente inédito para uma pessoa que sofre com espinhas desde sempre. Fora isso a pele está ficando bem branquinha (sim, é possível ficar mais branca do que eu já era).

Por outro lado, tem os efeitos colaterais bizarros. Aliás, ler a bula do remédio já é uma experiência bizarra! Você descobre que pode ter qualquer coisa tomando Roacutan. Eu já to numas de bater o dedinho do pé no canto da parede e achar que é culpa do Roacutan! Tomar este remedinho exige uma série de cuidados, porque ele é muito forte para o fígado. Por isso a dieta durante o tratamento tem que ser com o mínimo de gordura e sem álcool (como lidar com idas aos bares com os amigos, resistindo ao chopp e às batatinhas?). E não pode engravidar DE JEITO NENHUM porque é certo que haverá má formação do feto. Por causa dessas coisinhas light é necessário fazer exames de sangue todo mês. E logo de cara tomei um soco na boca do estômago vendo meu colesterol ir de 150 pra 201 em 1 mês (sim, o limite saudável é 200...). Mas depois do fim do tratamento tudo tende a voltar para o normal, espero...

Mas de todos os efeitos, o que está realmente incomodando de verdade é a sensação de TPM 24x7. Sim, virei a TPM girl... E, como as meninas sabem, a TPM tem variações (ou requintes de crueldade). Por exemplo: às vezes dá um ódio mortal de tudo e de todos, outras vezes tem a versão chorosa "ninguém me ama, ninguém me quer". O problema todo é que o Roacutan me faz passar por estes ciclos de humor várias vezes por dia, o que me faz parecer uma pessoa bipolar de TPM! (sim, porque também tem os momentos de extrema euforia).

Então funciona assim: "meu Deus, que dia lindo, a vida é bela, o mundo é perfeito". Quinze minutos depois: "ahhhh não faz sentido, nada faz sentido, porque eu tô aqui nesse mundo???". Quinze minutos depois: "ninguém me ama, eu sou feia, tô gorda". Quinze minutos depois: "porque está todo mundo tentando me irritar????? É uma conspiração? Estão todos unidos pra me tirar do sério hoje?" e por aí vai...

Nada fácil, nada fácil...

Estou com muito medo de afastar pessoas queridas, porque não tá fácil acompanhar todas essas variações. Então amigos, saibam desde já: se eu largar as patas em alguém, não é nada pessoal, é o Roacutan falando!

Espero que valha a pena e que as espinhas me larguem de uma vez por todas!!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

corre corre corre

Bem, desde que as aulas começaram eu não voltei mais aqui.
Pudera, eu estou correndo, correndo, correndo.
Apenas duas semanas de aula e muita coisa já aconteceu.
Acho que preciso de mais duas semanas pra concatenar tudo.

Importante é que eu tive que tomar umas decisões e tirar uns pesos extras das costas.
Importante é que eu tive que aceitar minhas limitações e entender que não posso abraçar o mundo.

Agora estou mais leve.
Agora é hora de respirar fundo e pisar fundo, o semestre promete!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quem corre a maratona agora sou eu...

Você podem estar aí se perguntando: nenhuma foto do carnaval? Como assim?

Na verdade tem foto sim! Explico: já espalhei pro mundo inteiro (com ajuda da minha mãe, claro) todo mundo já sabe que eu comecei meu mestrado em administração esse ano. E, como as coisas nunca podem ser assim, muito fáceis, já começou tudo no dia 18 de janeiro... É porque, imagino eu, o mestrado em administração atrai gente de tudo quanto é área (olha aí a engenheira química falando), e por isso, eles fazem o pré-cálculo da administração! Na verdade eram 3 disciplinas: teoria geral da administração - TGA - (zzzzzzzzzzZZZZZZZZzzzzz), contabilidade e estatística. O esquema era o seguinte: dia 18 fomos todos lá na PUC, recebemos a lista com a bibliografia recomendada e um "boa sorte". Dia 25 de fevereiro foi a prova. Simples assim. Tudo muito bem durante a prova de estatística. Sério, fiz a prova em 8 minutos. Não devo ter tirado 10, mas a prova foi bem tranquila. A maioria das pessoas reclamou porque tanto o livro de referência quanto a prova estavam em inglês. Quer saber o que eu achei? Mil vezes estudar estatística em inglês que TGA em português! Que sono, só de lembrar! Além disso, gente: hello, mestrado!!!! Não sei se isso é coisa da engenharia, mas lembro de ter pouquíssima literatura em português na faculdade... Enfim, aí pra mostrar que mestrado não é bagunça, veio a prova de contabilidade e ferrou com 10 entre 10 pessoas que eu conversei, inclusive eu mesma... Bom, tem segunda chamada dia 8 de abril, sem dramas, here we go.  Por último, TGA, duas questões discursivas, então só Deus - e a professora - sabem no que deu. A propósito, as notas ainda não saíram.

No meio disso tudo, no dia 7 de fevereiro, teve a abertura oficial do curso e, adivinhem: tirei o primeiro lugar na seleção do mestrado acadêmico! Isso me rendeu uma calculadora HP12 de presente e uma bolsa (na verdade isenção na mensalidade) de 50%. Legal, né?

Claro que, como as coisas não podem ser assim, fáceis, minhas aulas (presenciais, agora vai!) começaram antes do carnaval, e, pra mostrar que mestrado não é bagunça - parte II, a missão - os professores nos atolaram de leituras e trabalhos e eu to desde sábado internada em casa estudando! Delícia, né? Pra minha sorte São Pedro colaborou e mandou chuva.

Ah, a foto? Sim, pois é, acabou eu loira... O mestrado tava me exigindo um up na inteligência e por isso eu voltei pra minha cor natural, até um pouquinho mais escuro. Tá, mentira, voltei pra cor normal porque meu cabelo tava T-O-D-O-C-A-G-A-D-O  e amarelo, então, pra poder ficar loira de novo daqui a pouco (será?) tive que botar o pé no freio da loirice platinada. Ali ó eu no melhor estilo antes e depois:







E aí, agradou?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ferrada pelos próximos 2 anos... E feliz!

Ai gente, tanta coisa...

Sempre digo, é eu botar os pés em São Paulo que alguma coisa acontece, e eu acabo tendo que comemorar sozinha (chaaaato). Cheguei em São Paulo na terça, pra participar do Open Innovation Seminar 2010 (aliás, eu adoro esses eventos de inovação, sempre dão uma refrescada nas ideias), e, finalmente recebi a boa notícia que eu tanto batelhei pra ter: fui aprovada no processo seletivo para o mestrado acadêmico em administração da PUC-RIO!!!





Quando eu "divulguei" essa notícia para as pessoas da família e no twitter (me segue aí: @clarissapc), fui recebida com muitos "eu já sabia". Na maioria das vezes, as pessoas otimistas, simpáticas e gentis que me cercam acreditam mais na minha capacidade do que eu mesma. Mas é porque eu tenho algo muito forte dentro de mim, que me faz agir dessa forma. Vocês nunca me verão contando com o ovo dentro da galinha.

Desde que eu resolvi me embrenhar neste processo seletivo, as pessoas tinham "n" argumentos para certificar que eu não devia temer, pois "já estava dentro". "És tão inteligente, dedicada", "trabalhas numa empresa que tem dinheiro, ninguém em sã consciência rejeitaria uma aluna assim", "para, Clarissa, qual foi o processo seletivo que não passaste até hoje?", "és especialista em fazer provas", e por aí vai.

Pode ser, pode ser que eu me subestime. Mas não adianta, eu funciono assim. Pra mim, tem que ser na base do cagaço. Se eu não estiver com um pouco de medinho, eu perco o respeito e chuto o balde. Tenho muitos exemplos disso na faculdade. Em que matérias eu tirava A? Nas temidos Cálculos,  Equações Diferenciais, Cálculo de Reatores, Controle de Processos, etc. E, em quais eu tirava B? Nas ridículas Higiene e Segurança do Trabalho, Física IV, Desenho II, ...

Também às vezes me dá uma certa indignaçãozinha dessa figura que as pessoas pintam de mim. Eu tenho sim uma certa facilidade para aprender, mas, gente, nada cai do céu. Pra me preparar pra prova da Anpad (pré requisito para entrar no mestrado), eu fiz um curso que me consumia todo tempo livre, saía da aula depois das 22h, estudava todo final de semana. Ralei mesmo e não tenho vergonha disso. O conhecimento não entra por osmose ou por transporte ativo. Entra estudando, esgotando as possibilidades. Eu nem sei quantas vezes simulei provas inteiras da Anpad em casa, cronometrando o tempo, exaurindo todos os tipos de questão.

Claro, eu também não entro num desafio pra perder. Tenho angústia de gente que quando ganha alguma coisa diz "eu nem esperava ganhar"... Então não entrou pra competir???

Ah, meus amigos e fiéis leitores, agora deixa tudo isso pra lá, que eu to é feliz, quero comemorar muito!!! Porque em janeiro começa a brincadeira de verdade, até agora foi só aquecimento!

Deixa eu dar um gostinho da minha comemoração particular em São Paulo, no hotel chiquéééérrimo onde eu fiquei hospedada:



Tava tão bom!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Chegou!

Olha só quem chegou hoje:


Será meu fiel companheiro pelos próximos 2 anos!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

HappyHappyHappy

Hoje é dia!!!!!

Finalmente recebi umas notícias boas depois de tantos dias cinzentos na minha vida!
Eu nem havia contado aqui, mas meus dias andam cinzentos porque tive uma baita surpresa: peguei o resultado do meu exame semana passada e, adivinha? Não era infecção urinária...
Pois é, isso significa que:
- eu ainda estou com muita dor, praticamente indo só de casa para o trabalho e do trabalho pra casa...
- eu não sei o que está me causando tanta dor...
Amanhã vou fazer uma ressonância da coluna, porque a suspeita agora é hérnia de disco (que light, não?)

Mas, agora, coisas boas:
Passei na etapa de redação do mestrado!!!!! Agora ainda tem a entrevista (dia 19), e o resultado deve sair até 1° de dezembro.

Outra coisa boa: ganhei um chaveiro num sorteio na internet, de um dos meus blogs preferidos, o Objetos de Desejo (está ali no "The ones I read")! hahahaha que bobagem, não? Mas pra quem nunca ganha     nada, tá bom, fiquei feliz!

O engraçado é que eu soube das duas coisas (mestrado e chaveiro) praticamente ao mesmo tempo, foi uma overdose de endorfina no meu corpo que chegou a dar um pause na dor!

E pra fechar bem este post, aí vai a foto do amanhecer do dia de hoje, que já anunciava que algo de bom vinha por aí:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bossa

Eu sei que tô devendo o post sobre as visitas que tivemos no feriado, mas estou um pouco embananada com o upload das fotos, já que o blogger mudou...

Mas enfim, hoje eu estava ouvindo uma música no caminho pro trabalho e pensei "nunca tinha reparado o quanto esta música se encaixa com o que estou vivendo agora", com toda aquela coisa de crise de identidade  e tal... Não sei se vocês conhecem, mas a música se chama Bossa e eu a conheço na versão da Cidadão Quem. Dá uma olhada:



Pra cantar junto:
"Atenção: as pessoas não precisam ser iguais às outras
Aceite ou não, mas você é única no mundo assim
Uns são mais coordenados, determinados, obcecados
E outros atrás vão levando a vida
E quem ousa dizer que é pior?
Há quem construa aviões, escreva as revistas
E outros dedilham violões
E eu digo: 'hei! Você que sabe tudo, me diga como perguntar,
Se eu não sei, você que pensa em tudo, me mostre o quanto pode amar'"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Senta que lá vem história

Nos últimos dias eu ando num ritmo tão frenético de pensamentos que chego a me pegar com a respiração ofegante no meio do nada - como por exemplo sentada no metrô voltando do trabalho.

Eu tenho alguma noção dos fatores que andam mexendo comigo. Também enxergo que nesses momentos de confusão total é que eu PRECISO parar e escrever tudo o que me vem à cabeça, mesmo que só pareça um conjunto de ideias desconexas. (Talvez as aulas de produção textual que estou fazendo tenham também sua contribuição nisso). Eu sei que retomar uma das minhas atividades preferidas, que é ler (textos não técnicos), também me instiga e deixa minha cabeça borbulhante.

Com toda essa coisa de fazer mestrado, de sair da minha zona de conforto, tenho entrado em embates filosóficos comigo mesma das quais saio tão mentalmente exaurida que isso chega a passar para o exterior, com as pessoas me perguntando se "aconteceu alguma coisa". (Sem dúvida a morte inesperada da Kuki tem parcela nessa cara de "sim, aconteceu alguma coisa") Por isso do texto sobre o controle das coisas. Estou prestes a encarar algo completamente novo e desafiador, e, lá volto eu pro começo, repassando todos os começos que já superei, tentando ganhar confiança para mais este. Mas não tem jeito. Por mais que eu tenha experiências passadas, bem sucedidas até, a expectativa do novo causa medo, dá um frio na barriga e aquela sensação de "será que vou dar conta"?

E, desta vez, o novo está indo mais fundo, está cutucando a minha tão definida identidade. Sim, porque eu sou ENGENHEIRA. Me defino assim. É isso que eu sou, ou não foi isso que colaram em mim três anos atrás? E eu adoro todo este ambiente engenheirístico, tenho orgulho de tudo que o cerca, pois, de que o mercado precisa? Engenheiros! As pessoas admiram estes seres de intelecto superior, que conseguem domar toda aquela matemática pesada (e, no meu caso, a química, que gera tanto ou mais repulsa que a matemática) e fazer dela todas as coisas deste grande mundo que nos rodeia. Afinal, o que seria do mundo sem os engenheiros? Alguém conseguiria imaginar viver num mundo sem carros, sem luz, sem plástico, sem computador, sem n-a-d-a? Ah, querido leitor não-engenheiro, não desista deste texto agora. Eu sei que você está com uma tremenda raiva de mim, mas estou falando da mais pura realidade de como o engenheiro se enxerga. Não a Clarissa, mas a classe toda. E eis, que, do alto de toda esta seleção natural que me fez ser mais forte e vencer na vida como engenheira, o que eu vou fazer? Mudar para uma ciência social!
Juro que fiquei chocada quando me dei conta disso! Uma ciência social, quem diria? E não há nada no mundo de onde um engenheiro se sinta mais distante do que de uma ciência social, com todos os seus advogados e seus textos codificados e seus bichos grilos da sociologia.

E no meio de todo este choque cultural, esta crise de identidade, me deparei com - de novo ele - lindos trechos de Comer, Rezar, Amar (que tá com tudo pra virar meu manual de instruções da vida) que me diz: "menina, relaxa, para de tentar controlar o mundo" (como no post anterior) e, agora, "se aceite e pare de lutar com o que você é", que na minha tradução simultânea ficou algo parecido com "menina, você é sim uma engenheira, mas não é só isso! Pare de lutar! Dentro do seu ser cabe muito mais, então deixe as coisas acontecerem que, naturalmente, o seu eu vai acomodar tudo isso. Mas, acima de tudo, aceite."
Além disso, Liz (já estou íntima) fala no seu texto que ela é muito falante e inquieta, e que gostaria de ser conhecida como "A Moça Quietinha do Fundo do Templo". E depois ela descobre que não adianta querer mudar o cerne do seu ser. E isso acontece exatamente assim comigo. Todo dia volto pra casa com uma sensação de ter falado demais, e penso que amanhã tentarei falar menos. E nunca consigo!

Bom dito tudo isso, se deliciem com mais este pedacinho (precisa dizer que eu superrecomendo esta leitura completa?) de Comer, Rezar, Amar:

"A realidade é que é um pouco triste para mim reconhecer que nunca serei essa pessoa. Sempre fui tão fascinada por essas almas etéreas, delicadas. Sempre quis ser a moça silenciosa. Provavelmente, justamente porque não sou. É o mesmo motivo que me leva a achar tão bonitos cabelos grossos, escuros - justamente porque não os tenho, porque não posso tê-los. Em algum momento, porém, é preciso se contentar com aquilo que se recebeu e, se Deus quisesse que eu fosse uma moça tímida de cabelos grossos e escuros, Ele teria me criado assim, mas não criou. Talvez, então, seja útil aceitar como fui criada e assumir plenamente a mim mesma desse jeito."

Tem como não amar?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Deu certo!

Olá amigos!

Hoje esrevo aqui para agradecer todos os tipos de manifestações positivas que recebi e para dizer que, somando reza braba com muito estudo (não entrarei em mérito do que contribuiu mais!), DEU CERTO!

Sim, agora deixa eu explicar melhor o por quê disto tudo.
O negócio é o seguinte: no momento eu aspiro a uma vaga num mestrado acadêmico em administração de empresas, mais especificamente na área de finanças, mais especificamente ainda no estudo de investimentos em ambientes de mudança.

Algumas perguntas frequentes:
1) Isto é um MBA? Não!!!!! É um mestrado acadêmico, com enfoque em pesquisa mesmo.
2) Por que não fazer um mestrado em engenharia? Bom, aqui tenho várias razões. Acho que as principais são: a engenharia já me deu toda a base de uma visão de mundo riquíssima. Quero usar este conhecimento e esta perspetiva para abrir minha cabeça e explorar um mundo diferente. É pelo desafio - de sair da minha zona de conforto - e por enxergar que no futuro isto trará ferramentas valiosas para o meu trabalho.
3) Vai ter liberação no trabalho? Oficialmente não. Sim, sou louca. Mas conto com a compreensão da minha chefa nos momentos mais tensos.

Bom, agora que contextualizei posso contar o resto. Para entrar em qualquer mestrado/doutorado em adm no país, é preciso, primeiramente, passar no famigerado Teste ANPAD. Eu nem sabia que isso existia, até que um amigo me falou desta prova, que é feita três vezes por ano pela ANPAD - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduaçao em Administração. Aí começou o drama: quando eu descobri isso, só haveria mais uma prova este ano - dia 12 de setembro. Se eu não fosse bem nesta prova, só poderia entrar no mestrado em 2012!
Também tem o fato de que a nota da prova é relativa, e que não existe "passei" ou "não passei" nesta prova. Tudo depende da universidade para o qual você está se candidatando. Ela pode achar sua nota suficiente ou não. Mas, para dar uma ideia, a COPPEAD, que é a mais exigente aqui do Rio, costuma admitir somente alunos com aproveitamento maior que 95% na prova.
Enfim, resolvi me preparar para a prova (nesta época faltava uns 2 meses para ela acontecer). A preparação tinha que ser muito focada no tempo. A prova é constituída de 100 questões, sendo 20 de cada matéria: raciocínio lógico, quantitativo (no caso, matemática), português, inglês e raciocínio analítico (que é a materia mais surreal que já estudei). Cada prova destas tem 50 minutos para ser feita, e ainda tem que preencher o cartão de respostas (daqueles que tem que pintar cada resposta). Fiz um cursinho que tomou praticamente todo meu tempo, porque quando não estava na aula, estava estudando em casa. Além disso, cancelei minha ida ao RS no feriadão de 7 de setembro em cima da hora, pois faltava somente uma semana para a prova.

E, finalmente, hoje saiu o resultado da prova. Como eu disse, não dá para saber se "passei" ou não, mas, sinceramente, com esta nota, não dá pra não passar. Dos 600 pontos possíveis, fiquei com 563,14, o que me deu um percentual de 99,28%!!!!!!!!!!! Este percentual significa que 99,28% dos candidatos tiraram nota inferior à minha, o que, sem brincadeira, deve estar entre os primeiros lugares no país!!!!!

Nem preciso dizer que to super, super feliz, com a sensação do dever cumprido.

Mas não para por aí: o processo seletivo tem outras etapas e vai até dezembro...
Como eu não conto com o ovo dentro da galinha, só sei que tenho muito trabalho até conseguir minha vaga.

Mas o primeiro passo foi dado, e com louvor!
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