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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Bem-vindos de volta. Bem-vinda de volta

Voltei!

“Mas assim, sem mais, sem dar uma satisfação? Fica quase dois anos sem postar nada e agora volta assim?”

Sim!

Nos últimos tempos quem me acompanha sabe que eu vinha postando sobre vida saudável e receitas no Saudando. Mas agora eu voltei aqui pro meu cantinho, que nunca deixou de ser meu e de vocês. Me perdoem a ausência, meus amados meia dúzia de leitores fiéis. Aliás, foi um e-mail de uma das minhas leitoras mais queridas e assíduas que me fez repensar e reabrir este espaço aqui.

Vou puxar alguns posts do Saudando pra cá pra me ajudar a contar um pedaço da história que ficou por lá neste período. E, a partir de hoje, sem compromisso nenhum com regularidade, mas com algum compromisso com a qualidade, espero vocês aqui, com um chimarrão, um café, um coco gelado. Eventualmente postarei receitas também. Logo vou postar aqui as minhas preferidas.

Bem-vindos de volta. Bem-vinda de volta.

E vamos que vamos! Que tal começar do recomeço?
Escolhi este momento para retomar minha veia blogueira e esta escolha não se deu ao acaso. Esta foi uma semana de datas importantes pra mim. Dia 18/05 fez 12 anos que eu saí da casa da minha mãe pra ganhar o mundo. E ontem, dia 21, fez um ano que eu resolvi mudar radicalmente a minha vida e cuidar mais de mim, da minha saúde, da minha cabeça e do meu corpo.

Mesmo com todas as reviravoltas da vida em 365 dias (que não foram poucas, porque se tem uma coisa que não falta na minha vida, é emoção), eu segui firme neste caminho que hoje já considero um estilo de vida e uma escolha natural. O aprendizado foi e continua sendo muito grande, assim como a evolução e os resultados.
Hoje eu agradeço, sim, ter começado há um ano. Hoje eu agradeço aquele bendito sanduíche que comi no aeroporto de Campinas, cheio de maionese, e agradeço por ter passado mal. Agradeço aquele dia de molho em casa que me fez repensar e rever tudo, todas as escolhas que eu estava fazendo conscientemente, ou não, naquele momento.

Tive fases boas e ruins. Fáceis, difíceis e muito difíceis.

Mas hoje, quando um obstáculo se apresenta, eu sei que a comida não é a solução e nem a resposta. Mesmo quando o controle me foge um pouco, consigo retomar rapidamente o equilíbrio. E agora já me permito umas escapadelas conscientes, sempre buscando que seja algo feliz e prazeroso, e não carregado de culpa. Acho que estou me saindo bem.

Além disso, tem minha queridinha, meu divã, minha amiga e conselheira. A corrida. Eu caí feio e aprendi muito sobre meus próprios limites com ela. Mas, no momento em que mais precisei, ela foi a minha grande companheira. Ela não me deixou desistir de mim. Quando eu achava que não ia ter forças e nem cabeça pra nada, eu simplesmente saía pra correr. Virada, chorando, sem esperança, com o peito doente. Eu simplesmente corria. E hoje estou aqui, um ano depois, genuinamente grata  por ter começado isso tudo, grata pelas alegrias, pelos resultados e também por todas as dificuldades que passei, pois foram elas que me mostraram que eu sou forte o suficiente para passar por tudo sem desistir do mais importante.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Meant to be!

É muita coisa em pouco tempo....

Pois é, depois de um longo silêncio, hoje me permito escrever. E por que "permito"? Porque já tem um tempo que eu não consigo admitir gastar meu escasso tempo e minha ainda mais escassa energia com nada que não seja: trabalho, mestrado e finais de semana de ponte aérea. Tá difícil parar. Fim de ano já costuma ser uma correria danada. E este não está diferente. Está bem mais intenso, aliás. Mas hoje uma conversa já no fim do dia me deixou muito feliz, e me inspirou.

O que me traz aqui hoje, pra escrever nesse blog que já é um antigo companheiro, é a coisa mais clichê que existe nesse mundo, em dezembro: retrospectiva. Pois que atire a primeira pedra quem não chega nessa época fazendo um balanço de todos os acontecimentos do último ano. Então essa é a minha (e o blog é meu, eu escrevo o que quiser nele). Sou previsível? Foda-se!

tempo de olhar pra trás...








E eu começo dizendo, que, olha, há um ano eu tava na merda. Merda em negrito e sublinhado. Porque não era pouca merda. A minha vida foi desmoronando de tal maneira na segunda metade de 2011 que não teve um setor que não foi afetado. Eu havia me afastado da minha família, dos meus amigos mais próximos, de todo mundo que importava. Estava extremamente infeliz e insatisfeita no trabalho, tinha acabado de perder uma promoção e não enxergava perspectivas de crescimento ou de mudança. Estava chutando o balde. Tomei um pé na bunda (que, apesar de ter sido de uma maneira muito elegante, educada e cheia de consideração, não deixou de ser um pé na bunda) e estava me sentindo sozinha como nunca antes. E eu só comecei a perceber toda a magnitude da minha situação quando um problema de saúde na família (que hoje já está resolvido) me deu um chacoalhão tão, mas tão grande, que eu caí em mim de uma vez só. E o tombo foi feio. Foi doloroso. Acordei e estava vivendo no meio de um pesadelo. Mas, como de costume, não deixei a peteca cair. O que me movia era a única coisa de bom que tinha restado naquela confusão toda: meu mestrado. Eu tinha uma gana infinita de estudar, aprender, tirar boas notas. E isto me sustentou durante aquele último mês de 2011, até que eu pude ir pro RS, chorar no colo da minha família. E eu chorei muito na virada do ano. Acho que foi o reveillon mais triste que já passei. Tinha um vazio enorme dentro de mim, e eu não sabia nem por onde começar a preenche-lo.

Veio 2012. Poucas expectativas. E aí que é bom: quando você não espera nada da vida, é que ela mais te surpreende, porque qualquer coisa que acontece já é muito. Mas vocês acham que já vamos pro final feliz? Nã, nã, nã. Pastei muito em 2012 antes de chegar neste 5 de dezembro. Eu achei que a vida estava me recompensando quando tive um convite no trabalho. A mudança de área era tudo o que eu queria. E eu agarrei aquela oportunidade com toda minha força. Foi a minha tábua de salvação.

Só que eu tive que abrir mão de muita coisa em 2012. Tive que romper muitas coisas em 2012. Primeiro foi o fim de uma relação de dez anos. Sem brigas, sem ressentimentos, nem arrependimentos. Mas nem por isso foi fácil. Depois foi o fim trágico e abrupto de uma relação de pouco mais de 4 meses (mas que hoje não vou aprofundar isso aqui, porque a morte da minha cã ainda não é uma coisa tranquila pra mim e hoje não é dia de tristeza). Na semana seguinte roubaram minha bolsa, depois caí de cama com suspeita de pneumonia. Perdi um tio muito querido, que era meu ídolo da infância. Tive que lidar com muita burocracia sozinha. Gastei muito dinheiro pra consertar tudo que tinha que ser consertado. Era porrada de todo lado. Dessas coisas que, quando acontecem, não conseguimos entender. Por quê? Só o que eu conseguia pensar era "por quê? por que eu? por que comigo?". Tem algumas coisas que realmente não são feitas para serem entendidas, e, muitas vezes (mais até do que gostaríamos), o tempo do universo não é o nosso tempo. "Quero hoje, quero agora, quero que tudo se resolva". Mas não é assim que funciona. Hoje eu lembro daqueles dias horríveis em que eu chegava no trabalho mas não conseguia ir pra minha sala. Ligava pros meus pais chorando e pedia ajuda. Achava que não ia dar conta. Penso no dia do meu aniversário, quando caiu uma tempestade. Era tempestade lá fora e aqui dentro. Eu achei que não ia mais ter sol pra mim por muito tempo. Foi difícil não deixar a peteca cair. Foi bem difícil.

Mas apesar da solidão que eu senti muitas noites em casa, fui descobrindo que não estava sozinha de verdade. Eu pedi perdão às pessoas que tinha magoado e, pra minha sorte, elas me aceitaram de volta. Não posso negar que muitos braços se estenderam quando eu estava caída.

Devagarinho fui retomando o gosto pelo mundo. Me abri pra vida e, de uns tempos pra cá, tenho recebido o quinhão de coisas boas que o universo estava me devendo.

Tenho vivido momentos excelentes no trabalho. Adoro o que eu faço, estou aprendendo numa velocidade que não julgava possível, estou aplicando o que aprendi no mestrado. E quando você faz seu trabalho com afinco, quando você acredita naquilo que faz, o reconhecimento vem. Também fiz as pazes com minha dissertação (que eu cheguei a cogitar em largar), e agora estou conseguindo ter disciplina pra trabalhar nela.

Devo estar esquecendo de alguma coisa, porque se tem algo que não faltou pra mim em 2012 foi emoção! Minha vida passou por uma dureza tão grande que ganhei do pessoal do trabalho um patuá pra espantar as energias ruins. Por fim, acho que funcionou. No final de 2011, o sentimento que me inundava era a solidão. Agora, depois de tudo o que eu passei este ano, o que eu sinto é uma imensa gratidão. Agora já posso olhar pra trás e dizer que entendo um pouco do que me aconteceu.

E, apesar de correr o risco de ser injusta com alguém, e de saber que muitas das pessoas não lerão este texto, quero agradecer nominalmente algumas pessoas que fizeram o meu ano: Claudete, Faustino, Rosana, Claudio, Matiko, Mariana, Livia, Cristina, Joanna, Fernanda, Kely, Márcia, Julia, Frias, André, Rafael, Bianca, Marco Antônio, Dany, Samantha.

Obrigada!

Pra acabar, eu acho que nenhuma frase resume melhor 2012 do que "meant to be!" (ou, se preferirem: "era pra ser!").


"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente"

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pra espantar a tristeza

Tem só mais três coisas que eu quero falar sobre minha cã:

- pra mim (e pra várias pessoas que também notaram isso) ela veio pra minha vida pra cumprir uma missão. E quando essa missão terminou, ela foi embora, se retirou. É difícil, dentro da nossa cultura, aceitar a morte. Mas nem sempre o nosso tempo é o tempo do universo, e, se ela foi embora agora, é porque tinha que ir. 

- quero agradecer imensamente às pessoas que ajudaram naquele dia tão difícil: o time de futebol que tentou cercar, a menina que pegou a Carminha no asfalto, o guri que nos deu a garrafa d'água, o taxista que não hesitou em nos levar pra clínica, a toda equipe de enfermeiros e veterinários que fizeram de tudo pra salvá-la, a enfermeira que cuidou do Régis (que ficou todo arrebentado) no hospital, a Mari que prontamente providenciou a doação das coisinhas da Carminha pra ajudar outro cãozinho de rua e a todos os amigos que se solidarizaram com este momento difícil.

- escutei alguns comentários do tipo "tudo isso por causa de um cachorro?". Sobre isso, só uma constatação: não confio em quem não gosta de bicho.

A vida anda sendo um tanto dura comigo ultimamente. Mas é claro que existem compensações. É claro que, como eu aprendi na yoga, "isso também passa". Então vou deixar aqui uma musiquinha bonita, pra espantar a tristeza.




Pra Sonhar (Marcelo Jeneci ) 

Quando te vi passar fiquei paralisado 
Tremi até o chão como um terremoto no Japão 
Um vento, um tufão 
Uma batedeira sem botão 
Foi assim viu 
Me vi na sua mão 

Perdi a hora de voltar para o trabalho 
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei 
Mil coisas eu deixei 
Só pra te falar 
Largo tudo 

Se a gente se casar domingo 
Na praia, no sol, no mar 
Ou num navio a navegar 
Num avião a decolar 
Indo sem data pra voltar 
Toda de branco no altar 
Quem vai sorrir? 
Quem vai chorar? 
Ave maria, sei que há 
Uma história pra sonhar 
Pra sonhar 

O que era sonho se tornou realidade 
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem, 
Nossa Jerusalém, 
Nosso mundo, nosso carrossel 
Vai e vem vai 
E não para nunca mais 

De tanto não parar a gente chegou lá 
Do outro lado da montanha onde tudo começou 
Quando sua voz falou: 
Pra onde você quiser eu vou 
Largo tudo 

Se a gente se casar domingo 
Na praia, no sol, no mar 
Ou num navio a navegar 
Num avião a decolar 
Indo sem data pra voltar 
Toda de branco no altar 
Quem vai sorrir? 
Quem vai chorar? 
Ave maria, sei que há 
Uma história pra contar 

Domingo 
Na praia, no sol, no mar 
Ou num navio a navegar 
Num avião a decolar 
Indo sem data pra voltar 
Toda de branco no altar 
Quem vai sorrir? 
Quem vai chorar? 
Ave maria, sei que há 
Uma história pra contar 
Pra contar

domingo, 25 de setembro de 2011

Coisas Novas (pra mim) do Rock in Rio

Enquanto ainda não chega minha vez de ir ao Rock in Rio para ver Drexler (as pessoas me perguntam "o que tem mesmo no dia que você vai?" e a minha resposta costuma ser "é o dia do Coldplay, mas eu vou pra ver Drexler") eu vou curtindo na TV os outros shows.

E estou "descobrindo" muita coisa legal!

A primeira - e viciante - descoberta foi Tulipa Ruiz (que tocou no palco Sunset com Nação Zumbi). Escuta aí e me diz se não é linda:

Tulipa Ruiz - Efêmera by igorlage
Tulipa - Só sei dançar com você by lucaspetrilli

Depois veio o Mondo Cane, do Mike Patton, e eu pesquei essa aqui:
  Mike Patton Mondo Cane 04 Deep Down by 4ears


Já na linha "os brutos também amam", uma música meiga do Stone Sour - aliás, quem vê Corey Taylor mascarado no Slipknot não imagina que ele tem aquela carinha de bonzinho que sofreu bullying no colégio (tá, eu sei, nesse clip ele tá horrível, mas no RiR até que tava bem com carinha de bom moço)! Stone Sour me lembrou muito as músicas que eu escutava no segundo grau, na fase metaleira da minha vida.

 

E agora, o que mais será que o Rock in Rio vai trazer de inesperadamente bom?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre tatuagens II - Breathe (yes, I did it again!)


Queridos amigos, meu último post não foi, assim, digamos, à toa. Eu não só estava de caso pensado, como já estava com hora marcada no tatuador! Pois é, lá fui eu novamente brincar de rabiscar o corpo pra sempre!


Tatuagem é uma coisa muito doida: dá uma euforia imensa, mas você sabe que vai sentir dor! Aliás, na escala-Clarissa de dor, esta não superou a dor da "Let it be". Talvez por ser mais espalhada, não sei bem. Dessa vez foi "um pouquinho" maior que as outras. (Engraçado como a coragem de tatuar vai crescendo e o tamanho da dita cuja também!) Sei que quando terminou deu aquela sensação de final de entrevista no Programa do Jô, com todo mundo falando "Ahhhhhh", com aquela peninha de ter acabado e já maquinando sobre qual será a próxima. Afinal, agora estou com 4 tattoos, e, como TODO MUNDO SABE não dá pra ficar com número par....

Quem fez a tattoo foi o querido Edu Reis da Koi Tattoo. Fui atéééé a Barra pra conhecer esse gaúcho (sim, vejam só, a pessoa sai do RS mas o RS não sai da pessoa: arrumei um tatuador gaúcho no Rio!) super talentoso e não tive dúvida que podia confiar minha página em branco pra ele (no caso, minhas costas). E agora que tá tudo pronto posso dizer que super recomendo!




Então que agora eu tenho mais uma palavra linda na minha vida, mais um lembrete interno - e externo - de algo que eu não posso esquecer jamais. Vocês podem pensar "mas Cissa, a gente não precisa lembrar de respirar, este é um movimento involuntário do corpo". Mas é aí que vocês se enganam. Respirar é pensar, é pausar, é tomar fôlego pra começar outra vez, é um momento de olhar pra dentro mesmo quando o turbilhão está passando lá fora. Enfim, é muito mais do que colocar ar para dentro dos pulmões e depois devolver pro mundo. Essa é a mensagem: "just breathe, don't forget to stop and breathe"...

domingo, 3 de julho de 2011

A História de Nós 2

Já tinha muito tempo que eu passava por aquele cartaz no metrô e sentia vontade de ver aquela peça. A peça era A História de Nós 2. Parecia tão deliciosamente despretensiosa que me dava vontade de ir, mas, sabe como é, tá em cartaz lá na Barra, é longe, preguiça e tal.

Aí enquanto planejava o que fazer com a mãe aqui no Rio, minha amiga Márcia (a campeã das grandes ideias) me sugeriu teatro. Pesquisamos daqui e de lá, e essa peça pareceu bem aquilo que eu procurava: algo leve, pra uma noite de domingo.



Lá fomos nós pra Barra. Apenas uma observação antes de falar da peça: ela está em cartaz no teatro dentro do Barra Square. Lá não tem nada pra ver/fazer/comer. Quer dizer, até tem, mas tudo assim bem meia-boca.

Bom, ao que interessa: a peça fala da história de amor da Lena e do Edu, e trata do conflito entre as três personalidades dos dois: Lena e Edu, o casal apaixonado do início de namoro, Mammy e Duca, a mãe do Felipe e o carinha que quer voltar pra juventude, e Maria Helena e Carlos Eduardo, os profissionais competitivos e super eficientes. A história é deliciosa, e todo mundo se identifica nela. É pra rir bastante e até se emocionar um pouco, ou, como meu amigo João vai comentar (ou, se não comentar, com certeza vai pensar), é uma peça de mulherzinha! Sim, é, mas recomendo pra todos meninos também.




No final, eles vendem um par de bottons (que eu não me aguentei e comprei), com duas falas da peça, uma fala da Lena e outra do Edu.

Adivinhem qual fala é de quem???



(se não der pra ler, no de cima tá escrito "desisto, é muita firula pra uma trepadinha só" e no de baixo "Já dei essa semana. Agora, se Deus quiser, só semana que vem!")

sábado, 2 de julho de 2011

Eça, mais que um restaurante, uma experiência

Nada melhor do que começar as férias em grande estilo. Como eu saí de férias ao meio-dia da sexta-feira (por que ao meio-dia? Porque eu quis!), uma ótima pedida seria um almoço especial.

Desde o ano passado (acho) que eu e minha amiga Márcia falamos sobre almoçar no Eça, o charmosíssimo restaurante que fica dentro da H. Stern no centro do Rio. E agora surgiu a oportunidade perfeita: como entrei de férias só encontrarei a Márcia novamente quando ela voltar de férias (ela sai quando eu voltar). Além disso, ela vai fazer uma viagem que é um sonho pra ela há muito tempo. Precisa de mais motivo? Não né?

Agregamos o Frias (olha só o privilégio. Pra ele, no caso) e lá fomos nós nessa ensolarada e agradável sexta-feira de inverno.



Eu esperava muito do restaurante, mas ele me deu muito mais. A comida é maravilhosa, o atendimento idem.
Vamos aos pratos: eu comi um risoto de linguiça de cordeiro, com mussarela de búfala, legumes e azeite trufado. Pára tudo! Que coisa mais maravilhosa é esse azeite trufado!! Sem contar a flor de sal para incrementar o prato. A Márcia comeu um lombo de cordeiro com palmito, batata e abobrinha. O Frias experimentou um filé mignon de vitela (que, assim como foie gras, é contra os meus princípios) com risoto de aspargos. Todo mundo ficou feliz com seus pratos! E, de sobremesa, um suflê de chocolate de comer DE JOELHOS! Era um bolinho assado na hora em uma caneca, com recheio cremoso. Até o café é imperdível, e vem com uns rolinhos crocantes de castanha. Na linha do "já que", experimentamos também os bombons de chocolate belga da casa.

Enfim, tudo lindo, tudo gostoso, uma experiência completa!

(a conta foi um tantinho salgada, mas valeu cada centavo!)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cilada.com - o filme



Desde o Muita Calma Nessa Hora, no ano passado, que eu estava com uma tremenda expectativa para assistir o Cilada.com. Além de ser super fã da série no Multishow, ainda simpatizo com o trabalho do Bruno Mazzeo (apesar dos pitis que ele volta e meia dá no twitter...). O filme só estreia no dia 8 de julho, mas o pessoal do lançamento fez uma ação muito bacana e encheu uma sala só com blogueiros pra uma pré-estreia. Como eu estava muito afim de assistir anyway, adorei a ideia! E esta que vos fala lá estava, pra conferir qual é que é do filme, com mais uns 100 blogueiros, na maior concentração de smartphones twittando ao mesmo tempo da história das estreias de filmes (estatísticas por minha conta).

Quando assisti o trailer já vi que pelo menos ia me torcer de rir assistindo:


Olha, além de engraçadíssimo, o filme é muito fofo e contagiante! Dá muita pena da Fernanda Paes Leme (se você é menina, claro!) e o Bruno Mazzeo tá muuuuuuito bom no papel do cara que SÓ se ferra nesse mundo! Acontece tanta coisa com ele que tem horas que você pensa "não é possível que pode piorar", e pode! 

Mas, total ponto alto do filme, pra mim, é a música do casal, Por Tudo que For, do Lobão, que já habitava meu coração desde sempre e que ficou muito linda na versão especial:


...me abraça, me abraça, me abraça
por tudo que for...

Divertido e envolvente, vale muito a pena, acompanhado ou não, numa noite fria destas de julho (hoje ainda não é julho mas a noite está MUITO fria!).
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PS.: Agora um veneninho: gentes, não é porque somos blogueiros que não precisamos ir a um evento, digamos, mais arrumadinhos! E não me venha com fui-direto-do-trabalho que:
1) a sessão era às 21:30!
2) se vocês trabalham de All Star sujinho e assim, meio mulambos, ok, talvez eu tenha que rever meus conceitos cartesianos e engenheirísticos a respeito de vestimentas corporativas....

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Paul McCartney no RJ - Eu faço parte dessa história

E segunda foi o show do Paul. Só que de sir Paul McCartney você não espera um simples show. Você espera fazer parte da história. E assim que foi.



Começando do começo, palmas para a organização! Eu estava completamente desconfiada de que pegar um trem da Supervia às 6 da tarde de uma segunda-feira poderia não ser, assim, um boa ideia. Eu só pensava em não perder minha dignidade no trem, e todas as pessoas tinham alguma história horripilante pra contar sobre o trem. Mas o Zeca ouviu que haveria operação especial para o show, e lá fomos nós. Não só havia operação especial, como havia trens exclusivos para o show, indo direto para o engenhão. Fui sentadinha, na maior dignidade, e até dormi no caminho.

Chegando no Engenhão, era só atravessar um passarela e entrar na fila, que àquela hora, estava bem pequena. Entramos no estádio com tranquilidade e nos sentamos no chão (nosso ingresso era de pista) bem próximo à grade que separava a área vip do resto da pista. Aqui, um pouquinho de decepção: a área vip não era tão vip assim e era enooooorme, fazendo com que a pista comum ficasse bem longe do palco. Ainda precisávamos esperar umas 3 horas pelo início do show, e a ideia era ficar sentada tanto quanto possível, pra evitar as dores no joelho/coluna que experimentei no show do U2. Lá pelas tantas a pressão do povo fez as pessoas levantarem. Mas aí eu percebi que a faixa etária que curte Paul é bem diferente da que curte U2. Ou bem mais velhos, ou gurizada. E ali na pista os velhinhos eram poucos, o que nos deixou à mercê de adolescentes fumando maconha, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita maconha, jogando fumaça na cara de todo mundo e se achando os donos do mundo. Muuuuuito empurra-empurra, tanto que estava quase desistindo de ficar lá, estava quase querendo ir embora do show, porque não tava dando pra aguentar a marofa e os ímpetos adolescentes da massa.

Mas aí o show começou. Com pontualidade britânica - o que mais poderia esperar? - sir Paul entrou no palco às 21:30 e logo ganhou o público com sua simpatia, falando português e, principalmente fazendo o que ele sabe fazer há zilhares de anos: um autêntico show de rock. Sua vitalidade e a naturalidade com que ele sobe ao palco são realmente contagiantes! Foram 33 músicas, em 2h30 de show.

O que marcou pra mim? Let it be, for sure! Eu só fui neste show pra ouvir Paul McCartney cantando Let it be. Foi demais, chorei de emoção (sim, eu choro em shows, tudo bem? Me deixa!!!)! E, pra me matar do coração, na sequência de Let it Be entrou Live and Let Die, e, muuuuuitos fogos de artifício. Ah também teve muito "na na na na na" em Hey Jude. Teve sgt. Peppers, teve Imagine. Teve muita coisa. Teve a história ali na frente dos meus olhos, e eu fiquei extasiada de ver um Beatle tocar, ali, na minha frente.

Iria de novo? Sem dúvida. Mas agora já poderei contar aos meus filhos e netos (que certamente curtirão Beatles): Eu fui no show do Paul McCartney; eu fiz parte desta história!

PS.: Por que eu queria tanto Let it Be? Por isso:


Got it?

quarta-feira, 9 de março de 2011

3 aninhos - entrando na fase dos "porquês"



Gente, e o tempo, que não para de passar?

To falando porque amanhã (rigorosamente hoje, porque cheguei na cidade em 9/3/08 às 23:30) faço 3 anos de Rio de Janeiro!! E no dia 4 este querido blog também fez 3 aninhos!

Dá pra acreditar numa coisa dessas? Sério, quando eu pisquei, minha vida virou do avesso: tchau Porto Alegre, família, amigos. Oi Rio, cidade imensa, perigosa, não conheço ninguém.

É, meus amigos, 3 anos, tô entrando na fase dos "porquês"! Por que fui tantas vezes tão ingênua? Por que eu decidi vir pra cá? Por que ninguém me disse na época: olha tua vida vai ser muito boa lá? (tá, eu sei que ninguém sabia disso)

Mas agora falando sério: que momento abençoado na minha vida em que eu resolvi "sim, eu vou pro Rio".
Tem seu preço vir pra longe, morar no Rio e blá, blá, blá? Tem sim. Tudo tem seu preço. Mas a vida tem sido doce. To ferrada com o mestrado? To sim, ferrada com o mestrado que eu escolhi e lutei pra poder fazer (não sem ajuda), to morando na minha casinha, com meu carrinho na garagem e com o homem que eu amo.

Mais não digo, porque seria chover no molhado.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Show da Amy Winehouse no RJ - Eu fui! Tá, e daí?

Tudo muito bom, tudo muito bem, e eis que 2011 promete com shows internacionais. Só do meu interesse, no primeiro semestre teremos Amy Winehouse, U2 e Kate Nash (que não poderei ir por causa de uma prova no mestrado).
Excitante não é mesmo?
E ontem começou a brincadeira: Show da Amy no HSBC Arena.

Primeiro vou falar logo do show que eu acho que é o que todo mundo quer saber.

O show de abertura começou com meia hora de atraso, o que eu considero aceitável. Confesso que não estávamos esperando muita coisa. Várias pessoas haviam comentado que o show de abertura era muito bom, mas, afinal fomos lá para ver a Srta. Amy Winehouse. Olha, que show excelente foi aquele. Anotem aí: Janelle Monae.
Que voz! É uma jovem negra e bem magrinha, você olha e pensa "mmm qual é a dela?". Mas quando começa cantar, meu amigo, que voz!
Ela levantou a galera com um show um pouco dançante, um pouco intimista. Mesmo sem conhecer nenhuma música que ela cantou na sua quase uma hora de apresentação já virei fã e quero saber mais dessa moça.



Depois de um show desse nível, a expectativa estava alta. Afinal, lembro, estávamos ali para ver Amy Winehouse. Mais meia hora de espera para a troca de instrumentos de um show pra outro. Espera aceitável novamente.
A banda entrou e em seguida veio ela: baixinha, franzina, cabelão-juba devidamente armado, vestido tubinho curto e decotado: miss Amy Winehouse!! Aparentemente sóbria, arrepiou a platéia abrindo com Just Friends e, em seguida, emendou Back to Black botando abaixo a platéia.
Beleza, tudo muito bom, tudo muito bem, ela interagia com a platéia, dava umas dançadinhas estranhas e se auto-abraçava sem parar. Tudo dentro dos conformes.
Mas aí ela engatou uma sequência de músicas deprê menos conhecidas do público e começou a beber sem parar. Lá pelas tantas ela começou a andar desorientada pelo palco. Volta e meia cochichava alguma coisa pro baixista ou se enganchava no pescoço do backing vocal. Backing vocal que, aliás, em um determinado momento que Amy saiu do palco, assumiu o microfone e deu show cantando duas músicas.



Daí em diante a coisa degringolou... Não era a platéia que cantava com ela. Era ela que tentava cantar com a platéia. Nos primeiros acordes de Rehab a galera foi à loucura, mas esfriou logo, quando nem da sua música mais conhecida ela conseguia lembrar a letra toda. Não que ela "não cantasse" a música: ela ficava gemendo qualquer coisa no microfone e volta e meia ela largava um "no-no-no" ou um "go-go-go". Em duas músicas ela parou e pediu desculpas por ter errado e esquecido a letra. Numa dessas ela não cantou mais e resolveu apresentar a banda. Em alguns momentos, ela andava cambaleante pelo palco e ai ficávamos tensos: "será que ela vai embora sem mais nem menos"?
Os backing vocals seguravam o que dava, a banda tentava se ajustar ao ritmo que ela cantava... Achei que ia embora sem ouvir Valerie, mas ela cantou até que razoavelmente bem, num arranjo que, confesso, não me agradou muito.

O show acabou, o povo pediu e ela voltou. E finalmente tivemos o ponto alto do show. Sim, o bis foi a melhor parte do show! Ela voltou outra (seja lá porque) e cantou músicas mais conhecidas. Pelo menos assim saímos menos desapontados de lá.

E sabe o que me deixava com raiva: a platéia dando moral, aplaudindo e gritando "uhuuu" quando ela esquecia a letra, cambaleava ou fazia outras merdas no palco. Eu não dei moral. Não aplaudi. Não gritei uhuuu. Porque eu não fui lá pra ver uma pessoa se chapando e grunhindo no microfone...
Ok, ok, vocês vão me dizer em coro "eu aviseiiii". Sim, gente, eu sabia desde o início que era um investimento de risco. Mas foi só por causa da má fama da moça que a decepção não foi maior. O que me chateou de verdade foi o fato de não ter curtido o show como deveria. Depois que ela começou a dar sinais de que estava bêbada/chapada DEMAIS eu fiquei tensa o tempo todo achando que a qualquer momento ela ia dar algum tipo de vexame e encerrar o show (que já é curto e durou menos de 1h30) mais cedo.

Enfim, resumindo, pontos altos:
- a excelente abertura da Janelle Monae;
- a banda e os backing vocals da Amy;
- o bis;
- o vozeirão da moça, que, justiça seja feita, ela não faz o mínimo esforço e aquele vozeirão simplesmente inunda o ambiente!

O quinto ponto alto, que eu acredito que mereça muito destaque, é a estrutura do HSBC Arena para este tipo de evento. Pra vocês terem uma ideia: chegamos lá umas 19:45 (o show estava marcado para 20:30). Estacionamos a uns 5 minutos da entrada. Tinha uma fila grande para entrar, mas andou muito rápido. Os acessos aos diferentes níveis são feitos por rampas muito largas, o que dá grande vazão ao público. Cerca de 20h já estávamos sentados. Todos os níveis têm bar com bebidas e comidinhas (tipo pizza, cachorro-quente e pipoca) e banheiros grandes. Incrivelmente não tinha fila no banheiro feminino quando precisei ir.
Além disso, o espaço é democrático: por ser bem vertical, não há muita diferença de distância com relação ao palco para quem fica no nível mais alto (nosso caso, e, graças a Deus, era o ingresso mais barato, porque, seu eu tivesse empenhado muito dinheiro nisso estaria mais frustrada ainda) para os demais níveis. Claro, quem fica na pista vê bem mais de perto.
Na hora de ir embora, não houve espera, como as rampas de acesso são muito largas, todo mundo consegue sair ao mesmo tempo, sem stress nem empurra-empurra.
Eu já tinha ido lá para o show da Alanis, e também foi super tranquilo.
O único problema é que é loooooooooooooooooooooooonge. Pra vocês terem uma noção, fica a cerca de 34 km da minha casa (isso tudo dentro da cidade, ok?).

Bom, acho que é isso. Valeu a pena? Sim valeu, porque do jeito que a moça tá no fiapo, não sei se dura muito...
Pra quem ainda vai aos próximos shows: não desanimem, mas também não vão com uma expectativa muito alta. E curtam muito a Janelle Monae (virei fã!).

Algumas fotos eu peguei no Ego, outras eu joguei no google mesmo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Adeus ano velho (mas jááá?)

Não tem jeito, e não falha: fim de ano tem Especial Roberto Carlos, Retrospectiva do ano, filmes natalinos, amigo secreto, festa da empresa e nostalgia.

E eu, como uma boa pessoa lugar-comum, não escapo de chegar nesta época do ano com aqueles mesmos sentimentos, repassando tudo o que aconteceu, revisando o que poderia ter saído melhor, e dizendo pra mim mesma "ano que vem começar com tudo"!

Nas últimas semanas eu estava extremamente irritada, cansada, mal humorada, sem ânimo, sem pique, com sono, tanto que nada poderia me agradar. Estava surtando e só o que eu conseguia pensar era "vamos lá, Clarissa, só mais um pouquinho". Pudera, um ano que começou com "vamos comprar um apartamento?" e terminou com "vamos fazer mestrado?" não tem como ser considerado um ano qualquer. Mas, desde hoje, mais ou menos meio dia, os nós foram desatando e a nuvem negra sobre a minha cabeça foi dissipando, até que às 17h eu achei que ia sair pulando e abraçando todo mundo, só pra gritar pro mundo: ESTOU DE FÉRIAS!!!!

Nunca um período de férias foi tão desejado. Poucas vezes precisei tanto estar entre os meus, abraçar muito minha família e me sentir em casa. Este ano foi casca grossa pra mim. Acho que definitivamente perdi a fé na humanidade e parei de acreditar em tudo o que as pessoas me falam. Enfim, deixei de ser ingênua. Porque eu sempre partia do princípio que todo mundo merecia uma chance, mas agora meu filtro está mais rigoroso. E também parei com esse negócio de tentar agradar todo mundo. Agora é assim: não gostou? Entra na fila, meu filho.

Fora isso, meu corpo também me barrou um pouco esse ano. Ele disse "peraí, mocinha, não dá pra abraçar o mundo desse jeito!". O ritmo frenético dos acontecimentos me derrubou algumas vezes.

Apesar disso, nem tudo são espinhos e eu sou muito grata por tudo o que tive força para fazer este ano, e também por todos os que me ajudaram a fazer por onde. Tive oportunidades interessantes no trabalho, inclusive com a possibilidade de fazer mestrado, estou morando com o Zeca no nosso apartamento, reconheci quem são as pessoas que valem a pena e reavivei amizades que estavam esquecidas.

Enfim, dever cumprido, adeus ano velho e agora eu só quero saber de sombra e água fresca.

Rio Grande do Sul, here we go!

 E que venha 2011!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amy Winehouse no RJ - EU VOU!

Pra dar uma relaxada e desencanar um pouco dessa violência toda, resolvi investir em papéis de alto risco (quase uma mestranda em administração que sou - aliás, resultado da seleção sai sexta!).

Explico: comprei 2 ingressos pro show da Amy Winehouse!!!!
Por que são papéis de risco? Não entendeu? Clique aqui, ou aqui.


To feliz, eu adoro a voz dessa louca.
Quer garantir seu ingresso? Clica na imagem!


Violência no Rio - Here we go again...

Ai gente...

E, depois de uma segunda-feira cheia de dor, com um mau humor infernal, eu estava desde ontem toda zen, depois que o Zeca cuidou de mim, preparou bolsa de água quente pras minhas costas, me deu carinho e tals.
Tava até planejando um post dizendo que as coisas estavam clareando, e ia até colocar essa foto aqui e pregar o "let the sun shine in"...

Mas aí, veio a realidade, e BOOOOM!!!



É, o Rio de Janeiro tem dessas coisas. E não deveria ser normal. Estou muito angustiada, porque o governo repete igual uma matraca que são casos isolados, sem nenhuma ligação.
Oi? Oiiiiii???????
Lembro que quando eu vim para o Rio, existia um equilíbrio muito claro: os traficantes brigavam entre eles pelo domínio dos morros. Enquanto isso acontecia, eles se matavam entre eles e nutriam um ódio mútuo que impedia a organização de algo como o PCC de SP.
Mas e agora, desde que a polícia vem tomando os morros, o que restou aos bandidos? A união, que, a meu ver, está aí escancarada, pro mundo inteiro testemunhar.


Ou vai me dizer que virou moda tocar fogo em carros e ônibus, trancar ruas em todas as regiões da cidade, só, assim, pra dar risada?


O Zeca diz que é pra eu não me preocupar nem me assustar tanto, mas não dá, eu não consigo tocar a rotina como se não estivesse acontecendo nada. O pior é que agora toda a polícia está na rua, e os ataques continuam.
Até quando? Até quando morar no Rio de Janeiro significará conviver com essa bipolaridade (tá tranquilo, tá violento, tá tranquilo, tá violento,...)?

To angustiada, chateada, apavorada e, principalmente, cansada. (e, digamos que o vizinho do lado martelando a parede não tá melhorando a situação).

Preciso de férias.

(Montagem com fotos do G1 e manchetes do G1, New York Times, Folha e La Nación)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Muita calma nessa hora



Outro ponto alto do feriadão com chuva foi o filme Muita Calma Nessa Hora!
Contagiante, apaixonante, ante, ante!!

Talvez pra quem mora no Rio seja mais ainda, mas eu recomendo que todo mundo assista, porque é muuuuuuito bom! Sabe aquele filme que deixa você leve, que te faz querer passar o resto do ano na praia? É isso mesmo que você vai encontrar. Adorei tudo, e a trilha sonora é especial.

Pra deixar um gostinho, primeiro vai o trailer:



E depois a música tema, que já grudou na minha cabeça!

Hair - de volta para a era de Aquário


Fomos sábado ao teatro assistir a versão brasileira do musical Hair.
Pra quem não sabe do que se trata, o negócio é o seguinte (estou com uma preguicinha de escrever então copiei o texto do http://www.moellerbotelho.com.br/cartaz):

"Em plena Guerra do Vietnã, o mundo experimentava as dores e as delícias da época: a descoberta de drogas como LSD, o amor livre, o rock psicodélico, a filosofia oriental e o estilo de vida dos hippies. Por outro lado, assistia ao primeiro conflito internacional televisionado e se indignava com os horrores da segregação racial e sexual. Neste verdadeiro caldeirão de acontecimentos, ‘Hair’ estreava em um pequeno teatro off-Broadway, em 1967. Não precisou de muito tempo para se tornar um fenômeno, migrar para o circuito principal e se propagar em dezenas de montagens ao redor do planeta.
Hoje, mais do que um espetáculo teatral, ‘Hair’ é um mito. Com a passagem do tempo, o musical se tornou ao mesmo tempo espelho e uma das principais referências do movimento cultural e comportamental que mudou o mundo nas décadas de 60 e 70. Este acontecimento teatral sem precedentes vai aportar novamente por aqui, mais de 40 anos depois da única e lendária montagem nacional. A partir de 5 de novembro, Charles Möeller e Claudio Botelho vão mostrar ao público a novíssima versão brasileira de ‘Hair’, no palco do Oi Casa Grande. A empreitada tem produção da Aventura Entretenimento (‘A Noviça Rebelde’, ‘O Despertar da Primavera’, ‘Gypsy’) e patrocínio da SulAmérica Seguros e Previdência e da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro.
Símbolo de uma época, ‘Hair’ não se tornou um fenômeno com validade, o que foi recentemente comprovado pelo sucesso de duas remontagens (2009-2010), na Broadway e em Londres. ‘Ainda vivemos em guerra e os conflitos são muito parecidos e tão assustadores e sem sentido como o do Vietnã. Da mesma forma que ainda somos cheios de tabus e vivemos na intolerância. O grito de ‘Hair’ continua ecoando’, justifica Charles Möeller, que ressalta ainda todas as rupturas promovidas pelo espetáculo original, com texto de Gerome Ragni e James Rado e música de Galt MacDermot. Entre as novidades, estavam as cenas de i nteração com a plateia, o fato de os atores se dirigirem diretamente ao público, a ausência de cenário, de uma coreografia formal e uma emblemática cena de nudez frontal.
‘Os autores estavam no lugar certo e na hora certa. Eles encenaram exatamente o que estavam vivendo, colocaram em letra e música aquilo que todos queriam falar. Não fizeram um musical, mas o manifesto de toda uma geração. Canções como ‘Aquarius’ viraram hinos até hoje’, explica Claudio Botelho. Para ele, a música é um dos fatores determinantes para a empatia do espetáculo com a plateia. A comunicação imediata é garantida pela mistura do rock – a principal voz dos jovens na época – com diversas sonoridades, como a música negra, que ainda não era divulgada para as massas, mantras orientais, letras psicodélicas e influências de música tribal."

Posso dizer que gostei muito, e o mais interessante é imaginar o quanto esta peça chocou na época em que foi encenada pela primeira vez. Os números musicais são ótimos, e, de uma maneira geral, o enredo é bem menos pesado do que eu imaginava, tendo vários momentos bem humorados. Só um aviso aos púdicos de plantão: o elenco inteiro fica nu em determinado momento. Então, se você não tem estômago pra isso...


Serviço:
Teatro Oi Casa Grande
Avenida Afrânio de Mello Franco, 290, Leblon 
De quinta e sexta, às 21h.
Sábados 21:30h.
Domingos, às 19h.

Preços:
Quintas e sextas
Camarote R$ 120,00
Platéia Vip R$ 120,00
Platéia Setor 1 R$ 100,00 
Balcão Setor 2 R$ 80,00 
Balcão Setor 3 R$ 40,00 

Sábados e domingos
Camarote R$ 150,00 
Platéia Vip R$ 150,00
Platéia Setor 1 R$ 120,00 
Balcão Setor 2 R$ 100,00 
Balcão Setor 3 R$ 60,00 

Horários da Bilheteria:
Terça e quarta das 15h às 20h, quinta e sexta 15h às 21h, sábados 12h às 21h30, domingos 12h às 19h. 
Ingressos pela Internet: www.ingresso.com 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Visitas ilustres

Já faz um tempão que estou devendo este post com fotos das nossas queridas visitas que vieram no feriado de 12 de outubro. Mas eu sempre ficava adiando, e várias coisas aconteceram (que depois eu conto, porque não quero contar coisas felizes e tristes no mesmo post) que me impediam de escrever.
O feirado foi super gostoso. Apesar da previsão de chuva, fez sol na maior parte do tempo e deu pra passear muito. Até Zeca e eu entramos na onda e demos uma de turistas: visitamos o Pão de Açúcar e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em Niterói.
Agora, chega de desculpas e conversa, e vamos ao que interessa: fotos, fotos e muitas fotos!!


Primeiro apresentando a turma: Eu (claro), Vivian (irmã do Zeca), Leandro (marido da Vivian) e Cauã (no carrinho). Essa foto é nos jardins do Palácio do Catete, que fica a uma quadra da nossa casa.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sobrevivi

Sobrevivi! Depois de dois dias recolhida à minha insignificância (e à minha cama) cá estou de volta às minhas atividades normais. A propósito tive aquela coisa que os médicos nunca sabem o que é, algo entre uma intoxicação alimentar, uma virose e uma forte crise de enxaqueca. 

Mas que nada, segue o baile e vamos de novo!

Aliás, estou muito feliz de estar melhor pra poder esperar as visitas que chegam na sexta: minha cunhada Vivian, meu cunhado Leandro e meu sobrinho super super fofo, o Cauã. To rezando pra ter sol que aí o Cauã vai conhecer o mar e usar sua sunguinha nova!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

re-re-re-re-recapitulando

Aproveitando mais ainda o embalo, vou explicar um pouquinho porque que a coisa aqui neste blog andou meio parada ultimamente:

Tudo começou quando resolvemos sair do aluguel e comprar apartamento. Levamos cerca de 6 meses procurando, criando e perdendo esperanças, até que fechamos negócio.
Como se fosse simples... com isso veio uma época de muita, mas muita correria atrás de papelada, muito dinheiro gasto com cartórios e muitas horas de trabalho perdidas...
Finalmente, com tudo certo, veio a mudança. Pintamos nós mesmos o apartamento novo (ficou lindo, mas nunca faça isso, DÁ MUITO TRABALHO!!!) e o velho para entregar, encaixotamos tudo e lá fomos nós.

Depois saí de férias e fiquei aqui no Rio mesmo, com a mãe (que ainda não me mandou as fotos, aquela danada) arrumando a casa, comprando móveis, luminárias e todo tipo de miudeza (essa fase é muito boa).

Aí voltei ao trabalho e comecei um novo projeto, que tem tomado meus dias e muitas noites na semana, e assim deve ser até setembro...

Depois disso veio a viagem ao Canada e tudo isso que contei aí embaixo!

Entenderam agora, meus queridos e assíduos leitores???

Bom, vamos ilustrar resumidamente os fatos desta época toda:

Teve a mundaça, com direito a visitas pegando no pesado:

encaixotando...

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